pulo

27 de out de 2011

1º Halloween






Esse será o primeiro Halloween de meu filho, estou super feliz com isso; na verdade sempre 
quis fazer Festa de Halloween, agora com filho tenho a desculpa perfeita, rs.

Mas agora minha dúvida é: o que fazer para um bebê com menos de 1 ano???

Porque eu sempre vi festa para crianças maiores....

Pensei em caracterizar meu filho e tirar fotos para a posteridade, mas caracterizar como? 
Porque tem que ser algo que ele não coma, não se machuque ou mesmo não lhe dê alergias, 
ainda mais porque está com catapora. =/

Vi muitas fotos interessantes na net, mas são fantasias e coisas lindas do estrangeiro e 
no meu caso tem que ser algo produzido em casa.

Alguém tem dicas sobre isso? Estou aqui sem idéias e esperando as mamães mais experientes
me darem o pulo do gato, rs.

Vambora trocar figurinhas meu povo????

25 de out de 2011

Fé e Religião



Quem me lê sabe que sou pagã, não sou cristã, macumbeira, judia, nem evangélica; sou maga, bruxa, esotérica, acredito no Uno, em vários deuses, em culturas antigas variadas. Tenho minha mistura pessoal e familiar, união de Brasil, de Egito, da Itália, do Espiritismo, do Kardecismo, do Oriente, crenças das mais variadas, não é nada fechado, mas também não é um samba do crioulo doido.

Mas tenho pensado sobre isso, porque sempre me perguntam no que eu acredito, e acredito em tanta coisa que fica complicado nomear, muito menos explicar, lembro que há muitos anos eu li algo na Wicca que era mais ou menos assim: "não importa o nome da sua crença, importa a fé e a força que tens nela."

E tantos falam mal da Wicca, inclusive eu, pois sou contra sua banalização; mas dela tirei várias coisas importantes e as levo na minha vida até hoje, admito e sinto orgulho disso.

Mas não sou mais Wicca, não sigo a roda do ano deles, mas as estações continuam no meu calendário particular, a universalização da energia da Deusa nos meus pensamentos, a força feminina em tudo ao meu redor, a alegria de celebrar em coletivo, mesmo que eu não consiga fazer mais isso.

Fiquei pensando no que eu creio, de como vou passar isso para o meu filho e me toquei que estou séria demais em minhas práticas, perdi uma certa alegria do passado, alegria essa que encontrei na Wicca.

Aí resolvi mudar novamente os planos, pelo que entendi um certo ciclo meu chegou ao fim e não sei porque ainda estou ligada à ele, preguiça talvez. Sou da teoria que as divindades gostam de seus ritos com todas as pompas que eles nos impõe, mas admiram o improviso e adoram a alegria de estar conosco, portanto, temos que devolver e manifestar essa alegria.

Não sei como as coisas vão ficar, mas me dei uma data para iniciar essas mudanças, lutarei contra minha atual estagnação e vou ver na prática como elas vão acontecer, se darão certo e anotarei as vídeos-cassetadas astrais, rs.

Tomara que tudo dê certo no final... pq toda mudança mexe com a gente.


24 de out de 2011

Catapora



Eu tive, meu marido teve e o Tutu tem!

Pois é, ele pegou catapora, doença essa que está assolando o ES.

Várias crianças do meu CMEI estão sem poder ir nas aulas, filhos de funcionários pegando a doença; na escolinha do Tutu a mesma coisa, e claro, meu filho não poderia ficar de fora, para o meu desespero!

Ainda bem que sou observadora, vi umas pintinhas numa noite, algumas outras pela manhã e nem pensei duas vezes, o levei no hospital, até porque a febre nem apareceu, vai que era alergia?

Mas foi confirmada a catapora;  o médico passou uns remédios para a pele, para a coceira e o famoso permanganato para o banho.

No dia seguinte ao hospital Tutu já estava cheio de pintinhas, está parecendo uma jaguatirica, rs.

E como aconteceu comigo, porque me lembro bem, Tutu está super irritado e com dificuldades para dormir, já que ao deitar ele roça as costas e coça mais; ele passou a noite rolando e revirando, consequentemente, reclamando, chorando e querendo colo.

Colo é bom, ele sabe disso, pq ele fica só numa posição e não coça. Só que ele gosta, eu não; passei a madrugada em claro.

Ser mãe é isso, ver o filho sofrer, sofrer com ele; perder noites de sono para que ele possa dormir tranquilamente.

Nisso estou com cinco dias de atestado, pouco tempo, sei disso, mas o médico não deu mais, portanto, terei que levá-lo ao pediatra dele para uma nova avaliação e mais dias de atestado, porque catapora só sara e libera o aluno para voltar ao convívio social, após 10 dias, no mínimo.

Se alguém tiver dicas e cuidados bons para a catapora, pode me passar!!!

22 de out de 2011

Eu Avalio



Acabei de criar um novo blog, esse de caráter coletivo, de ajuda social, é o Eu Avalio.


O Eu Avalio é um blog avaliador dos mais diversos prestadores de serviços que utilizo ou já utilizei na Grande Vitória, por isso é específico para os moradores e visitantes do Espírito Santo.


Que tal dar uma passadinha por lá e me ajudar a avaliar meu olhar crítico? 


Não se esqueçam de ler a missão do blog!


Venham! Sigam o Eu Avalio e fiquem a par dos melhores prestadores de serviços da Grande Vitória.

19 de out de 2011

Crise Existencial



Pois é, estou passando por uma... Só pode ser esta a explicação!

Minha vida é recheada de mudanças e sempre me orgulhei disso. Elas me moldaram e continuam moldando meu ser; tais mudanças amadurecem, magoam, me tornam mais esperta, sagaz, feliz, amorosa e tantas outras coisas mais. E tudo que me molda me faz refletir, talvez venha daí a crise.

Na verdade a crise está situada não no que eu sou e qual é o meu papel no mundo, assunto tão clichê de consultórios mil e que me pouco me importa (sou individualista, né?); a coisa toda se resume na frase: "O que eu vou fazer agora?"

Explico: eu estou sem ter o que fazer. Mas como assim? Eu estou fazendo mil coisas... mas pelos outros; tipo: cuido da casa, do Arthur, do maridão, da mamãe, dos amigos, das cadelas, do CMEI, ufa! E o que eu estou fazendo por mim?

Percebi nesses dias que estou vivendo no piloto automático; acordo, trabalho, como, durmo. Tem dias que nem percebo o trajeto que faço com o carro de casa para o CMEI e do CMEI para casa. As horas passam de tal modo que eu não me toco que o dia já acabou e fico com a sensação que o mundo está mais rápido do que eu esperava.

Sabe o que eu fiz? Radicalizei! Afinal preciso de um tempo (isso está em outro post) para mim. Arthur voltou para o integral e a casa para a diarista, o que eu ganhei com isso? Cinco horas na parte da tarde só para mim, isto é, quando não rola médico e caronas para dar conta.

Ok, tempo só para mim, sem pensar em casa, comida ou filho. Tudo lindo, mas gastar a tarde na internet e na televisão também não dá, ainda mais com a impressão do "emburrecendo" que está me assolando, mas isso é tema para outro post.

Descobri que além do "emburrecendo" outro mal está do meu lado, a terrível preguiça, essa amiga quase irmã que cisma em grudar em mim por 34 anos.

Povo meu, repararam a mesma coisa que eu? Perceberam a quantidade de desculpas que arrumo para mim? É a casa, a família, o emprego, a falta de dinheiro, de tempo, de raciocínio, de vontade, de fazer... mas pera lá, fazer o quê?

Ahá! Cheguei no ponto... Descobri eu não sei o que eu quero realmente fazer!

Agora que arrumei o tempo que tanto desejei e reclamei no outro post, de arrumar meios para acabar com o "emburrecimento" e mesmo afastar a terrível preguiça, não sei o que fazer nessas preciosas horas, não sei no que devo me aplicar ou realizar e a crise de questionar "no que sou realmente boa?" chegou.

Que situação... Pois sou uma pessoa do tipo topa tudo, coloco a mão na massa, nas artes, nos bichos, ajudo as amigas nos seus projetos, pinto, recorto, colo, lavo, mas... caiu a ficha que me motivo com a motivação alheia, compreendem?

Quando só, a terrível preguiça chega e a vontade se esvai. Sei disso porque sou uma pessoa que adora trabalho coletivo e em equipe, mas a vida não é só isso.

Resolvi que preciso encontrar algo que eu goste de fazer, para colocar em prática nessas preciosas cinco horas, algo produtivo, que não seja só dormir, rs.

Aí a crise continua, o que eu sei fazer? O que eu posso fazer que seja útil?

Ah! Eu sei fazer velas e sabonetes, ambos úteis, para decorar, para o altar, para usar!

Aí passo cinco horas por dia fazendo velas e sabonetes, encho a casa com eles, presenteio os amigos, e???? Me canso! 

Eu me conheço, não posso só gastar o meu tempo fazendo algo que já sei fazer, preciso aprender algo novo. Tá bom, já descobri que esse novo tem que ser do meio de assuntos que curto e posso chamar de hobby: decoração, design e handmade (nome chic do velho artesanato, rs)

Decoração e design só rola com um curso na área, porque ler revistas e blogs especializados eu já leio e uso. Essa é uma meta a ser realizada, mas para daqui há dois anos, quando o filho estiver maior, para eu me dedicar muito bem aos estudos. Ok, ess assunto está bem resolvido an minha cabeça.

Sobrou a handmade, mas colocar a mão para fazer o quê? Caixinhas? Tô fora e já é muito batido. Biscuit? Só serve para coisas de crianças, geladeira e junta um pó danado, nem pensar. Costura? Tem até a máquina de mamãe, mas não rola comigo. Itens de papelaria? Super curto e gosto, mas tenho amigas que produzem e prefiro comprar delas para ajudar.

Caraca, mas eu faço o quê?!

NÃO SEI!!!!

Realmente não sei... estou sem idéias.

Nisso, decidi fazer esse post, para desabafar, para me ler depois e principalmente para pedir ajuda; ajuda de quem me lê e que pode me dar alguma luz.

Que tipo de trabalhos manuais vocês conhecem e que podem ser feitos em casa???

Serve qualquer dica, pois aposto que existem muitas opções, eu é que as desconheço.

Galera me ajudem!!!

Rápido, please!!!

17 de out de 2011

ORDEM DE NASCIMENTO DOS FILHOS

O 1º filho é de vidro...
O 2º é de borracha...
O 3º é de ferro...

Planejamento

O 1º filho é (em geral) desejado
O 2º é planejado
O 3º é escorregado...

O TRATAMENTO (PELA ORDEM DE NASCIMENTO DAS CRIANÇAS)

1º- Irmão mais velho têm um álbum de fotografia completo, um relato
minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite
guardados.
2º - O segundo mal consegue achar fotos do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem idéia das circunstâncias em que chegaram à
família

O que vestir

1º bebê - Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame dá
positivo.
2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebê - As roupas para grávidas são suas roupas normais, pq vc já deixou
de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.

Preparação para o nascimento
1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal
lembra que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebê - Você pede para tomar a peridural no 8º mês pq se lembra que dói
demais.

O guarda-roupas
1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as
cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebê - Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas com
manchas escuras.
3º bebê - Meninos podem usar rosa, né? Afinal o seu marido é liberal e tem
certeza que o filho vai ser macho igual ao pai! (será que vai mesmo?)

Preocupações
1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo.
2º bebê - Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o
irmão mais velho..
3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço ou manda o
marido ir até o quarto das crianças.

A chupeta

1º bebê - Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em
casa e fervê-la..
2º bebê - Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê.
3º bebê - Se a chupeta cair no chão, você passa na sua camiseta, dá uma
lambida, passa na sua camisa desta vez para dar uma secadinha pra não pegar
sapinho no nenê, e dá novamente ao bebê, pq o que não mata, fortalece
(vitamina B, de Bicho, off course!)

Troca de fraldas
1º bebê - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas.
2º bebê - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário.
3º bebê - Você tenta trocar a fralda somente quando as outras crianças
começam a reclamar do mau cheiro.

Banho
1º bebê - A água é filtrada e fervida e sua temperatura medida por
termômetro.
2º bebê - A água é da torneira e a temperatura é fresquinha.
3º bebê - É enfiado diretamente embaixo do chuveiro na temperatura que vier,
pq vc, seu marido e seus pais foram criados assim, e ninguém morreu de
frio.

Atividades
1º bebê - Você leva seu filho para as aulas de música para bebês, teatro,
contação de história, natação, judô, etc...
2º bebê - Você leva seu filho para a escola e olhe lá...
3º bebê - Você leva seu filho para o supermercado, padaria, manicure,e o seu
marido que se vire para levá-lo à escola e ao campo de futebol...

Saídas

1º bebê - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para a casa
da sua mãe (sua sogra não pode ficar com a criança pq, na sua cabeça, ela
nunca foi mãe), para saber se ele está bem.
2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o
número de telefone pra empregada.
3º bebê - Você manda a empregada ligar só se ver sangue.

Em casa
1º bebê - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê.
2º bebê - Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o
mais velho não está apertando, mordendo, beliscando, batendo ou brincando de
superman com o bebê, amarrando uma sacola do Carrefour no pescoço dele e
jogando ele de cima do beliche.
3º bebê - Você passa todo o tempo se escondendo das crianças.

Engolindo moedas

1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o
hospital e pede um raio-x.
2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela
sair.
3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada
dele.

13 de out de 2011

Da quase morte



Viver e morrer, isso faz parte da existência; ver a morte fazer o seu trabalho e lutar contra isso, faz parte da minha.

O dia estava tranquilo, feriado em casa, relaxando, tudo na santa paz. Eu, maridão e Tutu no quarto dele, vendo TV, ele comendo biscoito e mamando, quando tudo aconteceu.

Só vi a mamadeira cair no chão e o braço do meu filho pender do bebê conforto; o chamei, ele não respondeu, meu sexto sentido apitou, ao pular na frente do meu filho, o vejo engasgado, vermelho, perdendo o ar. Gritei pelo socorro do marido enquanto tirava o menino e começava a manobra de Heimlich.

Nada surtia efeito, o menino foi perdendo a consciência, de vermelho ficou pálido, os olhos reviraram, a língua enrolou, a boca cerrou; o virei, deixando quase de cabeça para baixo e comecei a bater novamente na altura de seus pulmões com a parte de baixo da mão para que a pressão jogasse o ar para fora e o biscoito desengasgasse de sua garganta, em vão.

Tutu já estava desfalecido, com as extremidades e lábios roxos, batimentos cardíacos lentos, sabia que estava perdendo meu filho.

Tentava em vão alcançar o maldito biscoito colado em sua garganta, o pai o pegou e tentou fazer o mesmo, mas não conseguia, ele sentia as amídalas em seus dedos com o menino de cabeça pra baixo nos braços, foi quando percebeu que o estava machucando pois desceu um pouco de sangue pelos dedos.

Nesse momento, gritei para que machucasse mais a garganta do menino, afinal de contas, num corpo desfalecido, uma dor aguda, mesmo com a pessoa inconsciente, o corpo responde ao estímulo da dor através de espasmos; dito e feito, o corpo de Arthur reagiu à dor e numa última tentativa de sobrevivência o fez puxar o ar.

O biscoito colado na garganta desceu e escutei um fio de suspiro, seguido por um choro forte.

Quando Arthur chorou, sentei no chão exausta e aliviada, o marido perguntava aflito o que ele tinha que fazer, já que o menino chorava e sangrava em suas mãos; calmamente falei que o deixasse chorar, pois só chora quem respira.

Nunca fiquei tão feliz e aliviada ao ouvir o choro de Arthur.

Depois de nos limpar, ao chão e aos móveis, pois havia sangue em tudo, fiquei com meu filho no colo, pois ele estava chorando e tremendo ainda pelo estress causado e o choque respiratório; aos poucos ele foi se acalmando, já estava novamente corado e seus batimentos cardíacos estáveis.

Lhe dei água, depois ele pediu uma mamada, tomou ainda um remedinho para a dor na garganta e dormiu calmamente como se nada tivesse acontecido. Eu por minha vez, fiquei alerta o tempo todo, cuidando de sua respiração, velando seu sono madrugada adentro.

De manhã o levamos ao pronto-socorro para verificar a garganta, ela estava boa, só levemente avermelhada, aparentemente saudável, ficou receitado uma vitamina B12 para melhorar a cicatrização, a pediatra de plantão falou que ele poderia ir para a escola, assim iria se distrair ao longo do dia.

Passei a noite e o dia agradecendo aos conhecidos e desconhecidos, aos protetores meus, do maridão, da casa, do meu filho. Tenho certeza absoluta de que ia perder meu filho, sei que se não ficasse calma, se não tivesse uma forte presença de espírito e um raciocínio rápido, estaria hoje enterrando o Arthur.

Graças aos deuses, essa será mais uma história que contarei aos netos, sobre o susto que o pai dele dava nos avós. Só espero nunca mais passar por isso!!!

2 de out de 2011

Tempo



Tempo, pois é, tem tempo que não escrevo aqui...

E sobre o tempo é o que eu quero falar, na verdade, quero falar da falta dele em minha vida.

Eu sabia, sempre soube, era do meu total conhecimento que ao virar mãe muita coisa mudaria. Mas no que vai mudar, isso de fato, só descobrimos na hora H, ou na falta dela.

Noites sem dormir, preocupação com a saúde, com o que come, com o que faz ou deixa de fazer, lógico que estou falando do Tutu. Ok, essa mudança eu já tinha noção, mas o que eu não sabia, era a amplitude disso tudo no meu tempo.

Sim, pq com meu tempo voltado ao pequeno, inevitavelmente, deixei de ter tempo para mim. E não é só tempo para se embonecar, cuidar do corpo, da casa, das artes, do marido, é não ter tempo para mais nada só meu.

Já perdi as contas dos livros comprados que ainda não li, dos tarots ganhados/comprados que ainda não usei, dos cursos que estão nos mesmos livros no escritório que ainda nem consegui abrir.

Nunca mais sentei na rede para olhar absortamente o tempo, não brinco mais com as cadelas, nem tenho colhido as amoras que estão no pé, tão maduras que já estão caindo no chão.

E nessa falta de tempo, percebo que na verdade o tempo até existe, mas cadê a disposição para usufruí-lo? Nos momentos, raros, que Tutu dorme de dia, o que eu mais quero fazer é dormir também. É a vontade de deitar na cama, olhar pro teto, deixar a mente viajar e se der, cochilar.

Tudo bem que isso foi agravado pelas 2 semanas em que o filhote passou super mal, mas é nítido que a minha falta de tempo é resultante de um cansaço físico e mental.

Aí vem as boas línguas, querendo me ajudar e motivar: Calma, isso passa quando ele fizer 2 anos.... 2 anos? Só vou ter minha vida/tempo/disposição quando ele completar 2 anos??? Coitada de mim, rs.

E sei que o maridão ajuda, faz tudo que pode, mas é fato que crianças na maioria das vezes querem grudar na mãe, doentes então, nem se fala.

Fico pensando na minha vida daqui há 2 anos, sim, pq agora só faço planos super futuristas, de cursos, de especializações, até de cuidados especiais.

São as mudanças da maternidade, mudanças essas que sempre escutamos, mas que na hora H, pq aí ela se faz super presente, percebemos, que tudo que escutamos, não é um décimo do que realmente vamos viver.