pulo

28 de mar de 2012

O doce e o dente


Na semana retrasada, comi um doce que me lembra a infância querida do RJ, comi amendoim doce.

Que delícia, que nostalgia boa que me deu;  até o momento em que mordi um amendoim e senti além de um barulho estranho na boca, uma pequena dor.

Como estava fora de casa, achei aquilo estranho, mas continuei a consumir o doce tranquilamente até o final, até pq a dor foi só momentânea, típico de quem mordeu algo errado e passou.

Nessa semana, eu que nunca havia sentido dor de dente, começo a me sentir incomodada, resolvi dar uma olhadela com um espelhinho e vejo dois dentes com buracões, um deles com algo pretinho lá no fundo.

Pronto, eu que até os meus 35 anos nunca havia tido uma cárie, estava com um enorme buraco no dente, estranhamente não no dente que iniciava uma dor, mas estava lá, um ponto preto no buraco; além de outro dente, esse sem ponto preto, mas tb com um buracão. Ambos no mesmo lado da mordida infeliz no amendoim doce, a mordida que fez um barulho estranho e uma leve dor.

Liguei imediatamente para minha dentista e marquei uma consulta para hoje às 17 horas. Tá na cara que vem uma quebra no orçamento.

E fiquei pensando... Eu, logo euzinha, pessoa que escova sempre o dente, cuida muito bem da saúde bucal, como posso ter dois dentes quebrados por conta de um amendoim doce?

Aí me lembrei que li durante a gravidez que a maior incidência de cáries e quebras dentais, ocorrem justamente no período da gravidez e se estende a até 1 ano e meio após o parto; tudo por conta do cálcio enviado para o bebê e que custa longo período para ser reposto totalmente no organismo feminino.

Será isso mesmo? Que quebrei pedaços de meus dentes por conta da gravidez?

Se é eu não sei, só sei que preciso consertar meus dentes, antes que a dor piore e a cárie se instale mais profundamente.

Mas que a boca agora tá doendo, isso tá! :/

19 de mar de 2012

Vi, sorri e te esqueci


Colocar ordem nas coisas, repensar conflitos, ideias, encarar medos, inseguranças e apatia. Isso é evoluir!

No fundo, mesmo quando leio algo que não quero ler, quando encaro algo que meus olhos teimam em mostrar, percebo que crises todos temos, eu tenho, vc tb tem;  mesmo que de início eu aprecie lhe mostrar o dedo e rir escrachadamente na sua cara. Sim, me delicio com algumas dores alheias, é o mal. E isso dá prazer!

Não que isso mude meu pensamento, muito pelo contrário, mas no amadurecimento que a idade proporciona e com estudo espiritual que liberta, observo que certas coisas que acontecem comigo, podem acontecer em outras moradas.

Então recolho meu dedo, não zombo; sorrio gentilmente como quem diz: Sei o que estás passando, são as energias universais falando com aqueles que possuem as antenas voltadas para a direção certa. Eu aprendo com a minha informação e vc com a sua, cada um no seu caminho, simples e só.

Tudo tem um lado positivo na vida, basta saber enxergar, obrigado por meus olhos cruzarem novamente com os seus por uns segundos, mas, como antes, até nunca mais.

E continuo na minha jornada feliz, tendo a certeza que as minhas boas companhias, espirituais ou não, estão ladeando o meu corpo, para que eu não saia muito do caminho, para não cair na tentação de me perder.

8 de mar de 2012

Acidente e Mentiras



Acidentes acontecem, disso todo mundo sabe, agora não assumir o ocorrido e ainda mentir, isso é demais!

Nesse mês, recebi a notícia que Arthur havia se machucado na escola, na verdade, só soube do acidente em casa, lendo a agenda do menino, onde a professora informava que Arthur brincando sozinho, bateu a boquinha no chão.

Ao olhar a boca de meu filho qual não foi a surpresa ao vê-la muito ferida, ele estava com o lábio superior cortado, com sangue entre o dente e a gengiva direita e um quebradinho na ponta do dente esquerdo. Fiquei possessa, uma vez que era claro que o ferimento havia sido grave e que obviamente, sangrou muito.  Quando o pai chegou e viu aquilo, quis na hora voltar para a escola e reclamar, mas devido ao horário, a mesma já se encontrava fechada, portanto, qualquer atitude deveria ser tomada no dia seguinte. Mediquei meu filho contra a dor, dei uma mamadeira e ele dormiu.

No outro dia, já que Arthur estava bem, o levei para a escola e perguntei se a diretora já estava lá, como a resposta foi negativa, fiquei de ligar mais tarde. Ainda pela manhã consegui conversar com a diretora e a mesma não sabia nada sobre o ocorrido com o Arthur. Como ela estava em outra unidade, iria perguntar ao esposo, tb diretor, sobre o acidente na escola. Então resolvi ir depois do serviço para a escola, para saber sobre o ocorrido.

Resumindo a coisa toda, nem a diretora e muito menos o diretor sabiam de algo, a professora omitiu a informação sobre o acidente aos seus superiores e só informou o que estava escrito na agenda de modo simplório. Fiquei muito chateada com isso, afinal de contas, quando o meu filho tem febre a escola tem o cuidado de me ligar, informar e pedir autorização para medicar, pq raios num acidente grave, com corte e sangue na boca, ninguém me liga para avisar de nada? Se a professora omitiu um acidente grave e o tratou com o simplório, quem me garante que outros acidentes menores não ocorreram e os mesmos não foram divulgados por ela?

O problema não foi a queda de Arthur, crianças caem e se machucam, faz parte do processo motor e de crescimento, o que me incomoda é o fato de um acidente grave ser tratado como simples e o pior, a não divulgação do fato à família no momento em que busquei o aluno na escola.

A direção me assegurou que tomaria as medidas administrativas ainda naquele dia e que qualquer tratamento dentário seria custeado pela escola.

Mais tarde a diretora me informou que colocou a professora da sala do Arthur para auxiliar uma turma de idade maior e com outra professora regente, trocando a antiga professora do ano anterior novamente para a sala do berçário, sala essa que possui 3 alunos.

Nesse meio tempo fiz um relatório sobre o ocorrido a fim de documentar muito bem tudo que a família sentiu, nossos questionamentos e pedindo a visualização vídeo da sala, além de providências sobre o acidente, inclusive anexando um atestado médico do dentista que examinou meu filho.

Ao entregar o documento, fico sabendo dentro da escola que a professora, além de não assumir a culpa, tentou alertar a direção sobre um suposto golpe da família contra a instituição, alegando que Arthur não se machucou tanto assim, pois nem sangrou, de modo que a criança se acidentou em casa e a família entrará na justiça para retirar dinheiro da firma.

Isso me deixou possessa, mas como a informação veio como segredo, não poderia tirar satisfação com a própria professora; ela por sua vez, corre de mim na escola e nem é doida de falar uma coisa dessas na minha cara, pois a processaria na hora.

Fui conversar com a direção sobre a informação que me foi passada e pedi a visualização imediata do vídeo da sala e o relatório que a professora passou para a direção sobre o acidente. Ela simplesmente disse que Arthur caiu sozinho, na área do tatame, pois estava olhando um buraquinho na parede e bateu com a boca no rodapé, mas não foi nada sério uma vez que não sangrou e ela acalmou o choro do menino, ficando ele tranquilo depois.

Ao ver o vídeo, realmente Arthur se machuca sozinho, mas ele estava agachado observando algo no chão, quando caiu para frente, batendo a boca, só que ele não estava na área do tatame e sim na área de refeitório, que é de chão duro.

Ela pega Arthur, limpa sua boca e lhe dá assistência, levando-o inclusive para a área de banho, nesse momento eu e o diretor achávamos que ela daria um banho nele para acalmá-lo; doce ilusão, na verdade ela o leva para a área de banho, retira-lhe a camisa e lava uma parte dela perto da gola no chuveiro, esfregando e limpando o tecido, retirando a mancha de sangue causada pelo ferimento na boca.

O diretor chega a indagar: Se ela diz que ele não sangrou, pq está limpando a camisa dele no chuveiro, lavando-a? Essa é a prova que eu precisava.

Deixo claro novamente ao diretor que a reclamação da família não é sobre o acidente do Arthur, mas o modo como o mesmo foi omitido dos diretores e dos pais, passando a imagem de algo simples, quando na verdade o acidente foi sério.

O que a escola vai fazer com essa anti-profissional ainda não sei, mas vou ficar de olho, pq gente assim pode omitir em qualquer outro ambiente e as outras crianças pode sofrer com isso.