pulo

15 de mai de 2012

Perdeu-se

Não sei bem como aconteceu, na verdade nem me lembro de ter acontecido.

Um certo dia o maridão vem e me pergunta: passou creme nas mãos e não me deu a aliança, pq?

Explico: toda vez que passo creme nas mãos, é de praxe entregar minha aliança para o marido colocar no dedo mindinho, assim não largo a dita em qualquer lugar. Na verdade, isso sempre gera uma brincadeira, a de que ele vai aproveitar que está rico e fugir de casa chupando bala.

Naquele momento, olhei para minha mão e percebi a ausência dela, pensei: onde será que deixei? Aí começou todo mo meu drama.

Como eu disse anteriormente, não sei como ela não estava no meu dedo, não havia passado creme algum; não retirei para limpar e nem ao menos me lembrava de tê-la tirado do dedo.

Rodei a casa toda, olhei no escritório, na sala, na cozinha, no quarto, no chão, atrás dos móveis, nada.

Num certo momento, acho que lembro de estar no computador e após digitar muitas coisas, a dita me incomodar, acho, não tenho a mínima ideia ou certeza, que a retirei para mexer no dedo e depois... depois não sei de mais nada. Na verdade não sei se a retirei, se ela realmente me incomodou, é um relance na mente, que nem sei se foi verdadeiro ou apenas a imaginação fértil tentando me dar uma explicação para o sumiço do objeto.

Como não achei nos dois dias seguidos, esperei tranquilamente até o dia da faxineira para pedir que ela desse um pente fino na casa, acreditando, lógico, que a aliança caiu no chão e eu não percebi. A faxineira veio, limpou, arrastou móveis, mas nada encontrou.

Fui em todos os meus guardados, de bijuterias às jóias, nada.

Procurei no serviço, nada.

Cacei dentro do carro, nada.

Até coloquei o maridão na parede e questionei se era alguma brincadeira sem graça, em vão.

E nisso já se passaram 3 semanas.

3 semanas sem a aliança, 3 semanas revoltada com isso.

Não pela perda do objeto de união e casamento, mas pelo ouro perdido (3 gramas, pô!), pela minha distração, desorganização e burrice!

Sim, pq perder um objeto desses, além de ser uma desorganização, é ser muito cabeça oca.

O que eu estava fazendo no momento? No que estava centrada ao ponto de não perceber o ato de retirá-la? Onde eu coloco algo para não perder e mesmo assim esqueço?

É ou não é uma coisa de cabeça avoada nas nuvens? Ou chiquemente dizer: estava absorta...

Já me passaram simpatias/rezas/magias, já pulei pro São Longuinho. Já prometi doces pra crianças, São Cosme e Damião, até tomar um porre de champagne ou marguerita para comemorar e beber junto com o Santo.

Nada.

Aí foi a louca que perde coisas, dar uma olhadela nas vitrines das joalherias, a fim de ver o preço módico de alianças; claro que caí para trás e claro, aumentou a minha raiva por mim mesma, aff.

E aqui estou eu, a casada sem aliança, com um marido casado que diz que agora mora com uma solteira e me zoa quase todo dia sobre a aliança perdida.

Se alguém tiver alguma dica, estou aceitando; quem quiser me ajudar pode colocar a visualização e os Santos para trabalhar, pq achar essa aliança, é agora questão de honra.

3 de mai de 2012

Vermelho é o meu escudo


Ultimamente, uma certa notícia me tirou do sério, me emputeceu, me entristeceu, me encheu de ódio e necessita agora de uma atenção toda especial.

É fato que eu detesto ingratidão e que façam as coisas pelas minhas costas.

Mas é preciso arregaçar as mangas, me proteger, me assegurar que tudo está ao meu favor. E eu vou magicar por isso, pq ajuda divina é sempre necessária

O bom disso tudo, pq tudo tem um lado bom, é que isso aguça o instinto guerreiro; instinto que há muito tempo estava adormecido.

E vamos que vamos, pq a vida é feita de desafios, conquistas e claro, vitórias absolutas!

A chapeuzinho vermelho aqui, sabe usar a pele do lobo quando quer.




"A ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios, e se origina da insensibilidade, do orgulho ou do interesse." (Charles Pinot Duclos)