pulo

22 de dez de 2012




Já que estava arrumando meus escritos para a minha agenda/diário, acabei fazendo uma retrospectiva do ano de 2012, tudo bem que falta pouco para acabar, mas foi impossível não reler os fatos importantes e pensar a respeito; pensar em tudo que passei ou deixei de fazer.

Percebi o quanto do tempo passou e eu não percebi... Pq se for pensar cuidadosamente, esse 2012 passou muito rápido, tudo bem que esse é um ano de mudanças bruscas, mas mesmo assim, percebo que não fiz tanto quanto gostaria de fazer.

O ano escolar voou, o que tem seu lado positivo, se for pensar no cansaço trabalhista, mas o problema é que ele passou tão rápido que se parar para perceber os meses de vida normal e pessoal, kd o ano? Tem mês que parece que não aconteceu, pq de imediato, nada nos remete a ele na questão das muitas lembranças. Será que isso é só comigo ou mais gente passou por isso? Pq ao piscar, passei do início do ano, do mês de aniversário ao meio do ano, da semana de descanso (curtíssima por sinal) à alguns feriados interessantes e pimba, já estou lembrando de coisas do final do ano! Onde será que foram parar os 350 dias na minha mente? Ficaram submersos na maré de pensamentos rápidos e tomadas de decisões abruptas ao longo do ano, só pode!

Mas ao colar e copiar meus textos, percebi momentos de fúria, de reflexão da vida pessoal e alheia, de vitórias, de ego suprimido e vivido, de força – seja de vontade, ou mesmo impulsionada pelo frenesi da vida; momentos de inquietude – pessoal, profissional, amoroso e divinal, que na verdade passaram ou não, que foram vencidos, perdidos ou mesmo ainda me futucam no fundo da alma. Momentos rasos, profundos, inconstantes, permanentes. Alguns que me frustram pela minha incapacidade de conclusão ou mesmo força de vontade em fazê-los, seja por preguiça ou pela simples incapacidade pessoal de mexer com o que está quieto.

Perceber que meu espiritual continua meio nebuloso, não pela incapacidade de conexão, mas pela falta de vontade de entrar em universos já conhecidos, ou mesmo, explorar novos; pelo pensamento do viver o aqui e o agora, não só por mim, mas pela cria que coloquei no mundo. Compreender que mesmo assim o espiritual continua forte, com barreiras altas, com força de resposta à altura e principalmente, a confirmação que os que me protegem, protegem tb os meus, sejam familiares, sejam amigos, sejam bichos, seja minha casa ou meu mundinho pessoal.

Ver que embora o espiritual esteja ali, quietinho, sendo usado em momentos oportunos; a amizade espiritual permanece, com os idos, com os atuais, com a família, com os amigos distantes, com os amigos de perto, com os amigos de net, com os amigos de outro universo;  todos  presentes, para os momentos bons e ruins. Saber que grupo ainda é uma palavra forte, que grupos vão e vem, que pessoas se afastam (por nossas atitudes ou por atitudes de terceiros), mas que grupo, é aquela palavra forte que se cria, quando pessoas fortes gostam de se unir em prol de um bem comum.

Ao reler tudo, aceitar os perrenges da vida, ver o que de útil tirei disso; perceber que tem coisas que de útil nada tem e aceitar que foram coisas fúteis que me tiraram o humor, pq eu deixei, pq eu achei que ia aprender algo com isso ou pq simplesmente me deixei levar.

Tão bom ver as coisas boas, as energias maravilhosas do bem, do amor, da conquista, da brincadeira, rir de fatos que me mudaram ou mesmo abrilhantaram o dia; perceber as pessoas que me amam, que eu amo e conviver com esse amor tão forte e que pelo corre-corre, por vezes esquecemos que está ali, para o que der e vier.

Aceitar meu lado crítico, comigo, com os outros, perceber que ele me trouxe vitórias pessoais, com meu corpo, minha alma, meu espírito; pq tudo tem um lado positivo, basta saber aproveitar esse olhar.

Vivenciar que existem pessoas que nos apunhalam pelas costas, pq esquecem suas promessas, que na verdade se mostram mais egoístas do que falam, cospem no prato que comeram e querem o braço quando damos a mão. Nesse momento é deixar a pessoa na mão dos deuses, pq se ficar na minha mão, eu destruo.

A felicidade de sair do 44 para o 38, maior vitória não há!

A grandiosidade de conviver com as pessoas que considero da minha família, sejam de sangue ou não,  de perto, de longe, de coração. Ver suas vitórias e nossas conquistas, pq o que é de um, é de todos!

Ter minha mãe, meu marido, meu filho, isso já me enche de felicidade!

A infelicidade dos momentos ruins da saúde, minha, dos meus, dos bichos;  a felicidade de passar por tudo isso e tirar de letra, certa da vitória final.

Ficar irada ao ler coisas que aconteceram com o filhote, a incapacidade de bufetear quem lhe fez mal, a intelectualidade de usar mais a razão que a emoção, sentar, dialogar, mostrar minha insatisfação e deixar claro que tal coisa não pode nunca mais acontecer; pq eu sou uma pessoa legal, pq eu não sou ignorante, pq eu sei meus direitos e principalmente, pq mexeu com meu fillho, despertou meu lado leoa Sekhmet e ele não é um lado agradável de se ver. No final de tudo, sorrir triunfante pela pessoa em questão se ferrar, se lascar, perder o emprego e o melhor, passar por todos esses problemas, pq eu fiz valer meus direitos e vontade, não pq sou ruim, mas pq sou muito justa e a vida é justa comigo. Quanto a pessoa, ver que ela colheu o que plantou, pq a vida ensina, por bem ou por mal.

Projetos não realizados, pq não era o momento, pq não consegui, pq não deixaram, é a vida...

A frustração de não ter feito a festa de 2 anos do meu filho, isso não tem preço. =/

Perceber que nem tudo que eu quero eu consigo, no momento que acho justo, passar raiva por isso e ter que conviver com tal sentimento pelo tempo que for necessário.

Sentar e deixar o tempo passar, pq ele é senhor de tudo, pq ele manda e nada posso fazer contra isso.

Enfim, 2012 foi um ano de mudanças mesmo, algumas bruscas ou não, mas com certeza um ano de descobertas, pessoais, coletivas, para o bem e para o mal.

Saber que passei por tudo isso e estou aqui em pé, é vitória pessoal contra as adversidades, é aprendizado conquistado na marra, na força, na coragem ou na dor. É viver pelo ato de viver, amar pela capacidade de ter a quem amar. É concretizar para o futuro, não só meu, mas da minha família, dos meus amigos e principalmente meu espiritual.

Que venha 2013, ano da Serpente, meu ano, vamos ver o que ele me traz. =)

16 de dez de 2012

Agenda/diário




Na minha madrugada de insônia, resolvi dar conta dos textos do meu ano de 2012 e final de 2011 para colar na agenda. Pois é, eu ainda faço agenda, mas não no método tradicional, hoje em dia eu uso o blog como diário virtual, porém, a ideia de ter somente o texto na web não me agrada, pois tenho a mania de reler meus escritos e verificar minha evolução, ou não, rs.

E para isso, que não tem data e nem horário para acontecer, é complicado para minha mente depender somente do computador para esse fim, então eu no final de cada ano, imprimo tudo que pensei e escrevi ao longo do ano; dou uma formatada e deixo tudo certinho para cortar e colar na agenda. Assim não tenho dificuldades em sanar as curiosidades que me dão no ano seguinte de ler meus pensamentos dos anos anteriores.

Nisso está a graça de colocar sentimentos no papel, a graça de poder reler, de não esquecer, de ver o que lhe afligia, atingia, machucava e ver se foi possível superar, ou não , tais sentimentos.
Tem coisas que quando releio ainda me trazem a mesma emoção, outras não... umas de superação, outras de insatisfação e algumas de impotência perante situações que a vida impõe; mas enfim, isso é viver.

Espero que essa minha prática continue por muitos anos, pq admito, é tão bom ler coisas de 10 anos atrás e ver o quanto amadureci, é fato!