pulo

29 de abr de 2013

SEM IRONIAS... MAS, PARA TODO BÔNUS, O SEU ÔNUS!



"SEM IRONIAS... MAS, PARA TODO BÔNUS, O SEU ÔNUS!"



CARTA DA PATROA À SUA EMPREGADA DOMÉSTICA

 Prezada empregada doméstica,

Quero cumprimentá-la porque, finalmente, a sua classe passou a ter os mesmos direitos do restante dos trabalhadores do nosso país. Agora as suas horas extras serão remuneradas, você terá direito ao FGTS, seguro desemprego, intervalo na jornada de trabalho e mais uma série de benefícios. Parabéns pela conquista !
Mas, posso informar-lhe que, para mim, pouca coisa mudará... Afinal estou acostumada ao dia a dia do mercado de trabalho e, com certeza, saberei me adaptar rapidamente às novas regras. Apertando um pouco mais o orçamento, conseguirei pagar todos os ônus da nova lei, porém me preocupo com o novo tratamento que terei de dar a você, pois “para todo bônus, o seu ônus”.
Você será reconhecida por mim, financeiramente, mas precisará comprovar-me que está apta a ser tratada como profissional. Adeus às velhas desculpas de que o ônibus atrasou... Agora tenho que registrar sua entrada e sua saída, para computar as horas extras a que você tenha direito...
Não me peça para não descontar suas faltas! Inevitavelmente terei que contribuir para um fundo de garantia por seu tempo de serviço [FGTS] e, por isso, você precisa vir trabalhar.
Lembre-se, também, que não aceitarei as desculpas de que você não sabe cozinhar, passar, lavar roupas, pois estas aptidões são necessárias para o seu trabalho. Siga as minhas orientações e cumpra as minhas determinações.
Para atender às necessidades do meu lar, tal como acontece nas empresas (veja o comércio), busque a capacitação e a reciclagem, esteja atenta às boas relações interpessoais, para que eu possa honrar com prazer os seus direitos ora adquiridos.
Não vale mais ser doméstica e estudar datilografia (ah! Isso era antigamente, agora é informática...), ou passar horas mexendo e aprendendo tudo do celular ou ouvindo radinho sem se importar em esmerar-se para atender às necessidades do meu lar, pois isso é o que o seu emprego requer!... Deixe o lazer para o período de descanso...
Você alcançou uma posição privilegiada, é uma profissional com todos os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho, igual a qualquer empregado de uma empresa, embora meu lar e a minha família não se enquadrem nessa categoria e não tenham fins lucrativos. Portanto, acostume-se a ser advertida, afinal tarefas não realizadas contarão também para demissão por justa causa.
Prejuízos ocasionados pela má utilização dos pertences de minha residência [seu local de trabalho], serão tratados como patrimônio, que você terá obrigação de zelar e ressarcir-me, caso venha a danificá-lo. E isso inclui as minhas roupas que você costuma manchar ao lavar e/ou queimar ao passar. Mas não se preocupe, quando eu fizer a reposição do item por outro igual, apresentarei o cupom fiscal a você.
Sentirei no bolso, é verdade, mas a grande privilegiada será você, pois até que enfim alguém pensou em sua classe, no seu crescimento pessoal e profissional, espero que com a aquisição de todos esses benefícios você consiga manter-se no mercado de trabalho , buscando sempre o aprimoramento profissional.
Espero, ainda, que esse pouco dinheiro que chegará às suas mãos, uma vez que grande parte dele vai mesmo ficar para o governo, lhe dê condições de sustentar a sua família, pagar os cursos que você precisa fazer e ainda assim ser a amiga e companheira que nos auxilia ao longo de nossas vidas.
Atentando para tudo isso, nossa relação de amizade não sofrerá a menor mudança. Respeito o seu trabalho, preciso de sua ajuda em meu lar e confio no seu potencial. Por isso, espero que essa nova lei seja um marco para nós duas.
Um abraço e muito sucesso para você!
Sua patroa."

30 de mar de 2013

Doutora Darci


Quem me acompanha sabe que minha mãe fez o curso de direito e que agora aos 71 anos, passou na prova da OAB, a mais difícil em anos; desta vez, somente 10% dos inscritos obtiveram sua aprovação.

O mais interessante é que esse feito familiar agora é dividido com o Brasil, pq minha mãe apareceu e deu entrevista em vários meios de comunicação.

Não preciso dizer o quando meu peito se enche de orgulho da mãe que tenho, não é mesmo?

O facebook da mamãe está lotado de pessoas de todo o Brasil pedindo solicitação de amizade, outros meios de comunicação já entraram em contato para mais entrevistas, daqui a pouco ela aparece no Jô ou na Gabi, ninguém segura mais essa mulher, rs.

Se jogar no Google sobre este assunto, as entrevistas de mamãe aparecem em diversos portais, até na OAB, definitivamente, virou celebridade.

Deixo aqui os links das publicações, impressas e televisivas. Vejam a garra de mamãe e como ela é super fofa.  =)

CBN Vitória:

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/cbn_vitoria/reportagens/1425850-a-licao-de-dona-darci-apos-passar-em-tres-concursos-aprovacao-no-exame-da-oab-aos-71-anos.html


Jornal A Gazeta:

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/noticias/cidades/1426120-aprovada-na-oab-aos-71-anos-ela-quer-ajudar-os-necessitados.html


Jornal Bom Dia ES (ao vivo):

http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/bom-dia-es/t/edicoes/v/idosa-de-70-anos-e-aprovada-na-prova-da-orde-dos-advogados-do-brasil-es/2482750/


Jornal ESTV 1ª edição:

http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/estv-1edicao/t/edicoes/v/aposentada-passa-na-prova-da-oab-aos-71-anos-no-espirito-santo/2483421/

Em tempo:

Minha mãe, poderosa, será homenageada em Brasília! =) Via Portal OAB

http://t.co/QjMWrN4pvM

Parabéns Doutora Darci!

26 de mar de 2013

A Bossa da Finesse



Devemos cultivar o que queremos atrair.

Nessa vibe, muitas coisas mudaram; em mim, nos meus, na casa.

Mas estou aqui para falar de mim. Algumas mudanças foram mentais, outras espirituais e as mais perceptíveis (para mim e só para mim) foram as materiais, dessas que vou falar.

Tudo bem que não tenho a conta bancária dos meus sonhos,  mas o que tenho tem me custeado bem no dia-a-dia e até para gastar com alguns mimos pessoais.

E se eu quero atrair, tenho que usar....

Ter e guardar, além de mesquinharia, é perda de tempo e produtos, no fim eles estragam de tanto tempo guardados, só este mês 2 sapatos foram pro lixo; esfarelados pelo tempo, não pelo meu uso.

Ok, não posso ter uma Mercedes e nem um iate, mas nem por isso preciso me contentar com coisas de qualidade inferior; posso viver muito bem com objetos de qualidade (que não esfarelam sozinhos) e que cabem no meu bolso.

Algumas marcas entraram para o meu coração e se eu puder ter itens delas, fico muito feliz; não pela marca, não por ser famosa, mas pela sua qualidade e durabilidade. Para alguns objetos, infelizmente, qualidade significa também um preço superior.

Sapato, chaveiro, gadgets, bolsa, maquiagem, roupa, decoração; enfim, eu mereço e alguns (economizando) posso tê-los! Jamais pelo modismo, mas por estilo!

Podem me chamar de superficial (ahã D. Raposa e as uvas), perua (será?) ou mesmo gastadora compulsiva (quem me dera); mas o que me importa é que certos mimos de qualidade me fazem feliz.

E antes que se pense em ostentação, o melhor da finesse é justamente isso, usar, expor, mas sem deixar ser visto, pq marca boa, felizmente, não tem logotipo gigante ou letras garrafais;  muito pelo contrário, para ser chic, o menos é sempre mais.




13 de mar de 2013

Meu niver surreal de 2013



Dia 12/03 é meu dia especial, dia de comemorações com amigos e parentes, tudo normal como tem que ser. Neste ano marquei com minha mãe de almoçar com ela após a escola, tudo certo, tudo agendado.

Na ida para a casa de minha mãe, um motoqueiro avança o sinal vermelho, no mesmo cruzamento que o caminhão atropelou meu antigo carro e acabou com meu veículo. Como sou experta, quando o sinal abre, espero sempre um pouco antes de acelerar o carro, desta vez não foi diferente e isto me fez ganhar tempo para a batida não ser pior. Como meti a mão na buzina, isso alertou o motoqueiro, que começou a frear, mas mesmo assim ele bateu no carro, felizmente, pegando somente o para-choque do veículo. Claro que com a batida ele foi projetado para fora da moto, e nesse momento gritei para ele se segurar no capô do carro, coisa que ele fez e por isso está vivo, uma vez que passava um ônibus ao lado do meu veículo.

Ao sair do carro, fui vociferando no meu estilo caminhoneira de ser, querendo matar o sujeito e claro cheia de raiva; , o dito ao tirar o capacete era um moleque de 19 anos. Ele não se machucou, mas tremia mais do que eu; eu de ódio, ele de nervoso.

Imediatamente perguntei se ele tinha carteira, me respondeu que era provisória; perguntei se a moto era dele, ele disse que comprou a pouco tempo do amigo e estava pagando o financiamento, mas a dita ainda não estava no nome dele. No meio da conversa, eu indago como uma pessoa pode não ver o sinal vermelho, ele me responde que estava tão preocupado em chegar atrasado no serviço, uma vez que está nele há 2 semanas, que não reparou no sinal fechado; enfim ele poderia ter morrido por conta dessa distração. Ele me conta depois que trabalha como entregador de documentos da empresa, resumindo: um motoboy, num emprego novo, com carteira provisória e com uma moto financiada do amigo... Sinceramente, não poderia ferrar esse garoto!

Pq se eu chamo a polícia e a seguradora, seria registrado um BO, com isso ele levaria uma multa gravíssima, perderia a carteira, o emprego e sem dinheiro, como pagar a moto? Juro que pensei mais no menino do que em mim, mas nem por isso ficaria no prejuízo, não sou burra!

Combinei com ele que iríamos a concessionária mais próxima e lá verificaria o conserto do veículo, ele efetuaria o pagamento e estaria tudo acertado, caso contrário eu faria a ocorrência de trânsito. Assim foi feito, fomos até a Renault mais próxima, o valor foi pago por ele (que ainda teve que ir em casa e buscar o cartão de crédito do pai) e agendei o reparo do meu veículo para o fim do mês.

Ele me contou que ao chegar em casa, levou um brigueiro da mãe e ela mandou me pedir mil desculpas por estragar o meu aniversário, fora agradecer por eu ser super calma não ferrar a vida dele.

Claro que como boa mãe, passei um sermão danado nele, para ver se ele enxergava a merlin que havia feito, agradecer aos deuses por não ter morrido e por eu ser uma pessoa boa que não lascou com a vida dele.

Tudo isso terminou lá pelas 15:30 hs, eu morrendo de fome e mamãe preocupada em casa.

Depois desse surrealismo todo, fui com mamãe resolver coisas no shopping, habilitar meu celular, acertar meus óculos de sol, comprar capinha para o celular, bater perna e desanuviar a mente, além de relaxar comendo uma deliciosa quiche e me fartar com sorvete do Freddo.

E no dia do meu aniversário, onde fecho e inicio um ciclo, relembro como pode ser fácil morrer.

Mas continuo com a filosofia pessoal de que "quando a gente anda certo na vida, a vida anda certa com a gente", o menino não se machucou, eu não ferrei a vida dele, o carro será consertado e está tudo resolvido; ver o lado positivo das coisas, acalma o corpo e a alma, eu estou bem e é isso que importa no final!


Enfim, como tudo meu, nada poderia ser muito normal... nem no meu aniversário, rs.

2 de mar de 2013

Do amor



Com essas atribulações da maternidade e o sono leve da noite, tem muito tempo que eu não sonho; meus sonhos vívidos, não me pertencem mais. Mas esta noite, sonhei, um sonho bom e lindo.

Primeiramente sonhei que estava numa loja esotérica, procurando estátuas. A loja estava um tanto cheia, como se houvesse um evento próximo; a funcionária que me atendia, parecia um tanto perdida e depois com muita má vontade, pq eu insistia em ver estátuas e sabia que a loja as vendia, porém, a funcionária dizia que todas haviam terminado, mas sem ao menos procurar direito.

Resolvi por mim mesma procurar as imagens, meu esposo estava comigo e me ajudou. Nisso olho numa bancada de vidro as imagens que procurava. Queria uma bruxinha fofa roxa, um buda (mas só encontrava imagens de Sidarta, não do Hotei) e eram de madeira e um incensário redondo.

Nisso, de ver as estátuas, reparo numa senhora sentada no banco ao lado. Eu a reconheço, mas fico com aquela cara de "será?". Ela sorri para mim e diz: "Finalmente nos encontramos!" A pessoa era a Márcia Frazão. Eu questionava se realmente eles me reconhecia, e ela confirmou que sabia quem eu era. Disse: "Claro que eu reconheceria vc, como deixaria de lembrar de nossos escritos, nossas conversas pelo computador? E é olhar para vc e lembrar imediatamente da maga italiana que deixa a todos muito feliz." Conversamos como amigas íntimas e antigas, falamos de vários assuntos, de pessoas em comum e ela me perguntou sobre particularidades alheias que disse não mais saber por falta de proximidade.

Depois nos despedimos, com a promessa de continuarmos nossas conversas produtivas.

Saí da loja, bem animada.

Fui para outro local onde encontrei minha vó Judith, ela estava muito bem, seus olhos vívidos me atraiam, e nos abraçamos longamente, falávamos de saudades e de parentes. Disse para ela mandar um beijo para o papai e lembrá-lo que o amo muito. Estranhamente sabia que só ela poderia chegar até ele.

Terminei meu sonho cantando, cantando com minha vó uma música de amor. Não sei a música, mas só lembro o refrão, que repetia "eu te amo, eu te amo, eu te amo!"

Acordei cheia de emoção, tranquila e feliz.

22 de jan de 2013

A culpabilidade



Tem coisas que só aprendemos depois que viramos mães. Uma delas é o que eu chamo de "culpabilidade".

A culpa sempre foi um sentimento que não encontrava terreno fértil em meu corpo. Claro, por vezes tomamos decisões erradas na vida, mas nunca me culpei delas, afinal de contas, mesmo erroneamente, se fiz, foi a melhor decisão que tomei na ocasião.

Mas depois que virei mãe, existe uma culpa que a sociedade tenta colocar na mulher, mesmo que não aceitemos isso e lutemos contra esse sentimento que tentam empurrar garganta abaixo; em alguns momentos, ele se mostra tão palpável, que se deixar, quase abraçamos o dito. Comigo, foi por pouco, muito pouco.

Pq cobranças internas se unem de tal modo às cobranças sociais que se não tomo cuidado, ele gruda e não sai mais. Eu estou de férias, o maridão não; Arthur tem ido para a Colônia de Férias da escola, afinal de contas, passar o dia todo em casa com a mãe, vendo TV é uma maldade com a criança; além deu não curtir nada das minhas férias, com ele em casa, nem o merecido descanso teria. Arthur tem ficado na escola como de costume, brincando, se divertindo e ao acordar, pulando de alegria quando falo de levá-lo a escola. Tudo normal como sempre foi.

Mas meu filho tem tido noites mal dormidas, que se unem às minhas noites mal dormidas, que tornam as madrugadas excessivamente cansativas. Não é problema de saúde, não é dor, não é a cama, não é o quarto, enfim, nada físico que justifique isso. Tb não é falta de proteção espiritual.

O que é então? Me alertaram sobre a tal terrível carência.

Sinceramente, de início não acreditei, pq Arthur nunca foi carente, sempre dormiu no próprio quarto desde que nasceu; sozinho, de luz apagada, sem neuras, sem medo, só na tranquilidade. Sim, educo para que ele seja independente. Ele já tem 2 anos, nunca teve noites mal dormidas, nem quando estava doente; então pq tem acordado a noite, aos berros, chorando, pedindo pelos pais? E não é um choro fino, muito pelo contrário, é escandaloso, daquele que vem do fundo do ser. Não sei.

Fiz o que muitos fariam, ele chorava, eu levantava da cama, ficava ao lado do berço, dava carinho até ele acalmar e dormir, pronto. Mas com o passar das noites a coisa ficou mais complicada, esse carinho começou a levar até o colo, do colo a necessidade da presença materna no quarto, dessa necessidade chegou ao ponto deu não conseguir sair tão cedo de lá. Essa noite, novamente, o choro se iniciou, e usando toda a pedagogia de anos nas costas, coloquei em prática todos os métodos que conhecia, até ao ponto de ver se o choro, que não tinha nada de dor ou doença,era somente manha.

Deixei chorar, por horas; controlando o instinto materno, ouvindo o choro que sai do fundo do âmago, o choro escandaloso, o choro sofrido. Digo que o choro continuou até o ponto da pedagoga não mais aguentar. Já estava nisso madrugada a dentro, uma coisa de mais de 3 horas na agonia. O pai veio, ajudou, deu banho, enfim, nada deu resultado. Por fim percebi que Arthur não dormiria sem a minha presença, fui de lençol e cuia para o quarto dele, depois foi nítido que o pai tb precisaria ali ficar. Quando percebi o sono pesado de Arthur, coloquei o menino no berço e o pai na cama, já se passava e muito de 3 horas da matina.

De manhã, eu e o pai estávamos esgotados, sendo que ele ainda teria que ir para o serviço; Arthur acorda, mama e quando vê que vou sair do quarto, inicia-se novamente todo o berreiro. E a carência, a tal coisa perturbadora de sentimentos, pelo visto, se alojou na mente do Arthur. O levei para a escola e conversando com a dona da instituição, chegamos a conclusão que a culpa é da maldita carência; mas se a carência pegou, pq pegou?

Oras pq a mãe tem que cuidar da criança, a mãe está ausente, pq a mãe está em casa e o filho na escola, pq ele sabe que eu estou de férias, pq ele deveria passar as férias comigo, em casa, vendo TV, sem nada para fazer, sem socialização alguma com ninguém, aff. Loucura pensa assim? SIM! Ser mãe é cuidar de alguém, mas tb se cuidar, não perder sua independência como mulher, como ser único que necessita de um tempo só para si, essa individualidade muito positiva.

Mas a culpabilidade, essa maldita, que faz pensar sobre tudo isso que escrevi acima, te faz pensar que deveria se doar mais ao filho, que deveria se anular mais pelo amor ao filho, que deveria passar horas e horas grudada ao filho, para daqui há alguns anos, reclamar que o menino não sai da barra da saia e não sabe ser independente, não é?

Para tudo!

Ok, tudo isso passou pela mente, mas me recusei a ficar com tais pensamentos; deixei o filho na escola, voltei para casa, cansada. Sinceramente, não sei como devo proceder em relação a isso, sobre essa carência do meu filho, sobre as madrugadas mal dormidas, pq isso faz mal, para ele, principalmente para mim. Quero minhas noites de sono novamente, saber que ele está tranquilo no quarto, que posso adormecer em paz em minha cama.

Mas como disse, não sei como consigo isso novamente; só sei que a culpabilidade teima em rondar minha mente e lutarei com todas as forças para que ela não encontre terreno fértil em meu corpo, por mim, pelo meu filho e pela minha capacidade de viver feliz comigo mesma.


18 de jan de 2013

Biscoitos da Prosperidade

Eu e a minha amiga Cynthia do Besteirinhas Essenciais, resolvemos fazer biscoitinhos para presentear os amigos, parentes e vizinhos no final do ano de 2012; um mimo simbólico para agradecer pelo ano que acabava e pelos pedidos prósperos do novo ano que estava por vir.

Mas como todo bom presente, ele precisa ser devidamente embalado, para que seja bem lembrado;  vendo imagens na web, me apaixonei por uma no Pinterest e adaptamos para latas de leite em pó, contribuição de Arthur. =)

Cynthia encontrou uma receita na web, mudamos para o nosso estilo e pronto, nossos biscoitinhos ficaram lindos e saborosos.

As latinhas fizeram sucesso na família, com os vizinhos e amigos, não sobrou nenhuma para mim, rs.

Deixo aqui as fotos e as boas recordações desse final de 2012.



A receita:

Biscoitos da Prosperidade

Ingredientes:

- 1 xícara de Nescau
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 200 gramas de manteiga em temperatura ambiente
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 ovo
- 1/2 xícara de açúcar cristal
- 1 xícara de Neston
- Granola para decorar

Modo de Fazer:

Misturar todos os ingredientes com a mão. Fazer bolinhas médias e amassar com o garfo, deixando espaço entre os biscoitos pq eles crescem bem. Colocar a granola por cima para decorar.
Levar em forno pré-aquecido e em temperatura de 220°C, por 20 minutos, com a porta entreaberta com uma colher de pau.
Depois de esfriar, colocar em pote e comer à vontade.

5 de jan de 2013

Filho Fujão




Nesta manhã de sábado, estava tranquilamente tomando café com meu esposo, quando ouço um barulhinho; olho para Gundo e digo: "acho que Tutu está tirando a fralda".

O barulhinho persiste, Gundo se levanta com a intenção (chateado) de subir até o quarto, quando no pé da escada com olhar super-mega assustado (desesperado) diz: "ARTHUR!"

No mesmo instante falo para o pai não gritar com o filho, afinal o moleque todo CONTENTE descia a escada de bumbum; se gritasse com ele, Tutu não saberia ou entenderia o pq do grito e obvio começaria a chorar.

Após alguns segundos, ambos com os corações mais calmos e Tutu com seu pedaço de pão na mão, feliz da vida por estar na sala conosco; paramos para pensar sobre o ocorrido.

Arthur simplesmente pulou do berço; sim, ele estava quietinho dentro dele com sua mamadeira quando descemos para tomar café da manhã.

O pai já havia presenciado o filho escalando o berço e entrando nele sozinho, o que é muito mais fácil, uma vez que se cair, cai em cima do colchão. Mas agora, sabemos, que ele tb consegue sair. Bendita ideia da mamãe (precavida) de colocar travesseiros na frente da grade. =)

A lição que ficou de tudo isso? Que assim como o pai tinha mania de escalar coisas e árvores quando pequeno, Tutu pelo visto vai pela mesma linha, rs. Mas tb aprendemos que agora, mesmo com o filho no berço, o portão de proteção na entrada do quarto PRECISA ficar fechado; o que não acontecia.

E o dia que começou com corações na mão e pessoas suando frio na sala, agora desponta com um lindo sol e um menininho que corre feliz pelo quintal com suas cadelas.

Bom Dia de Sábado para Todos!