pulo

22 de jan de 2013

A culpabilidade



Tem coisas que só aprendemos depois que viramos mães. Uma delas é o que eu chamo de "culpabilidade".

A culpa sempre foi um sentimento que não encontrava terreno fértil em meu corpo. Claro, por vezes tomamos decisões erradas na vida, mas nunca me culpei delas, afinal de contas, mesmo erroneamente, se fiz, foi a melhor decisão que tomei na ocasião.

Mas depois que virei mãe, existe uma culpa que a sociedade tenta colocar na mulher, mesmo que não aceitemos isso e lutemos contra esse sentimento que tentam empurrar garganta abaixo; em alguns momentos, ele se mostra tão palpável, que se deixar, quase abraçamos o dito. Comigo, foi por pouco, muito pouco.

Pq cobranças internas se unem de tal modo às cobranças sociais que se não tomo cuidado, ele gruda e não sai mais. Eu estou de férias, o maridão não; Arthur tem ido para a Colônia de Férias da escola, afinal de contas, passar o dia todo em casa com a mãe, vendo TV é uma maldade com a criança; além deu não curtir nada das minhas férias, com ele em casa, nem o merecido descanso teria. Arthur tem ficado na escola como de costume, brincando, se divertindo e ao acordar, pulando de alegria quando falo de levá-lo a escola. Tudo normal como sempre foi.

Mas meu filho tem tido noites mal dormidas, que se unem às minhas noites mal dormidas, que tornam as madrugadas excessivamente cansativas. Não é problema de saúde, não é dor, não é a cama, não é o quarto, enfim, nada físico que justifique isso. Tb não é falta de proteção espiritual.

O que é então? Me alertaram sobre a tal terrível carência.

Sinceramente, de início não acreditei, pq Arthur nunca foi carente, sempre dormiu no próprio quarto desde que nasceu; sozinho, de luz apagada, sem neuras, sem medo, só na tranquilidade. Sim, educo para que ele seja independente. Ele já tem 2 anos, nunca teve noites mal dormidas, nem quando estava doente; então pq tem acordado a noite, aos berros, chorando, pedindo pelos pais? E não é um choro fino, muito pelo contrário, é escandaloso, daquele que vem do fundo do ser. Não sei.

Fiz o que muitos fariam, ele chorava, eu levantava da cama, ficava ao lado do berço, dava carinho até ele acalmar e dormir, pronto. Mas com o passar das noites a coisa ficou mais complicada, esse carinho começou a levar até o colo, do colo a necessidade da presença materna no quarto, dessa necessidade chegou ao ponto deu não conseguir sair tão cedo de lá. Essa noite, novamente, o choro se iniciou, e usando toda a pedagogia de anos nas costas, coloquei em prática todos os métodos que conhecia, até ao ponto de ver se o choro, que não tinha nada de dor ou doença,era somente manha.

Deixei chorar, por horas; controlando o instinto materno, ouvindo o choro que sai do fundo do âmago, o choro escandaloso, o choro sofrido. Digo que o choro continuou até o ponto da pedagoga não mais aguentar. Já estava nisso madrugada a dentro, uma coisa de mais de 3 horas na agonia. O pai veio, ajudou, deu banho, enfim, nada deu resultado. Por fim percebi que Arthur não dormiria sem a minha presença, fui de lençol e cuia para o quarto dele, depois foi nítido que o pai tb precisaria ali ficar. Quando percebi o sono pesado de Arthur, coloquei o menino no berço e o pai na cama, já se passava e muito de 3 horas da matina.

De manhã, eu e o pai estávamos esgotados, sendo que ele ainda teria que ir para o serviço; Arthur acorda, mama e quando vê que vou sair do quarto, inicia-se novamente todo o berreiro. E a carência, a tal coisa perturbadora de sentimentos, pelo visto, se alojou na mente do Arthur. O levei para a escola e conversando com a dona da instituição, chegamos a conclusão que a culpa é da maldita carência; mas se a carência pegou, pq pegou?

Oras pq a mãe tem que cuidar da criança, a mãe está ausente, pq a mãe está em casa e o filho na escola, pq ele sabe que eu estou de férias, pq ele deveria passar as férias comigo, em casa, vendo TV, sem nada para fazer, sem socialização alguma com ninguém, aff. Loucura pensa assim? SIM! Ser mãe é cuidar de alguém, mas tb se cuidar, não perder sua independência como mulher, como ser único que necessita de um tempo só para si, essa individualidade muito positiva.

Mas a culpabilidade, essa maldita, que faz pensar sobre tudo isso que escrevi acima, te faz pensar que deveria se doar mais ao filho, que deveria se anular mais pelo amor ao filho, que deveria passar horas e horas grudada ao filho, para daqui há alguns anos, reclamar que o menino não sai da barra da saia e não sabe ser independente, não é?

Para tudo!

Ok, tudo isso passou pela mente, mas me recusei a ficar com tais pensamentos; deixei o filho na escola, voltei para casa, cansada. Sinceramente, não sei como devo proceder em relação a isso, sobre essa carência do meu filho, sobre as madrugadas mal dormidas, pq isso faz mal, para ele, principalmente para mim. Quero minhas noites de sono novamente, saber que ele está tranquilo no quarto, que posso adormecer em paz em minha cama.

Mas como disse, não sei como consigo isso novamente; só sei que a culpabilidade teima em rondar minha mente e lutarei com todas as forças para que ela não encontre terreno fértil em meu corpo, por mim, pelo meu filho e pela minha capacidade de viver feliz comigo mesma.


18 de jan de 2013

Biscoitos da Prosperidade

Eu e a minha amiga Cynthia do Besteirinhas Essenciais, resolvemos fazer biscoitinhos para presentear os amigos, parentes e vizinhos no final do ano de 2012; um mimo simbólico para agradecer pelo ano que acabava e pelos pedidos prósperos do novo ano que estava por vir.

Mas como todo bom presente, ele precisa ser devidamente embalado, para que seja bem lembrado;  vendo imagens na web, me apaixonei por uma no Pinterest e adaptamos para latas de leite em pó, contribuição de Arthur. =)

Cynthia encontrou uma receita na web, mudamos para o nosso estilo e pronto, nossos biscoitinhos ficaram lindos e saborosos.

As latinhas fizeram sucesso na família, com os vizinhos e amigos, não sobrou nenhuma para mim, rs.

Deixo aqui as fotos e as boas recordações desse final de 2012.



A receita:

Biscoitos da Prosperidade

Ingredientes:

- 1 xícara de Nescau
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 200 gramas de manteiga em temperatura ambiente
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 ovo
- 1/2 xícara de açúcar cristal
- 1 xícara de Neston
- Granola para decorar

Modo de Fazer:

Misturar todos os ingredientes com a mão. Fazer bolinhas médias e amassar com o garfo, deixando espaço entre os biscoitos pq eles crescem bem. Colocar a granola por cima para decorar.
Levar em forno pré-aquecido e em temperatura de 220°C, por 20 minutos, com a porta entreaberta com uma colher de pau.
Depois de esfriar, colocar em pote e comer à vontade.

5 de jan de 2013

Filho Fujão




Nesta manhã de sábado, estava tranquilamente tomando café com meu esposo, quando ouço um barulhinho; olho para Gundo e digo: "acho que Tutu está tirando a fralda".

O barulhinho persiste, Gundo se levanta com a intenção (chateado) de subir até o quarto, quando no pé da escada com olhar super-mega assustado (desesperado) diz: "ARTHUR!"

No mesmo instante falo para o pai não gritar com o filho, afinal o moleque todo CONTENTE descia a escada de bumbum; se gritasse com ele, Tutu não saberia ou entenderia o pq do grito e obvio começaria a chorar.

Após alguns segundos, ambos com os corações mais calmos e Tutu com seu pedaço de pão na mão, feliz da vida por estar na sala conosco; paramos para pensar sobre o ocorrido.

Arthur simplesmente pulou do berço; sim, ele estava quietinho dentro dele com sua mamadeira quando descemos para tomar café da manhã.

O pai já havia presenciado o filho escalando o berço e entrando nele sozinho, o que é muito mais fácil, uma vez que se cair, cai em cima do colchão. Mas agora, sabemos, que ele tb consegue sair. Bendita ideia da mamãe (precavida) de colocar travesseiros na frente da grade. =)

A lição que ficou de tudo isso? Que assim como o pai tinha mania de escalar coisas e árvores quando pequeno, Tutu pelo visto vai pela mesma linha, rs. Mas tb aprendemos que agora, mesmo com o filho no berço, o portão de proteção na entrada do quarto PRECISA ficar fechado; o que não acontecia.

E o dia que começou com corações na mão e pessoas suando frio na sala, agora desponta com um lindo sol e um menininho que corre feliz pelo quintal com suas cadelas.

Bom Dia de Sábado para Todos!