pulo

30 de mar de 2013

Doutora Darci


Quem me acompanha sabe que minha mãe fez o curso de direito e que agora aos 71 anos, passou na prova da OAB, a mais difícil em anos; desta vez, somente 10% dos inscritos obtiveram sua aprovação.

O mais interessante é que esse feito familiar agora é dividido com o Brasil, pq minha mãe apareceu e deu entrevista em vários meios de comunicação.

Não preciso dizer o quando meu peito se enche de orgulho da mãe que tenho, não é mesmo?

O facebook da mamãe está lotado de pessoas de todo o Brasil pedindo solicitação de amizade, outros meios de comunicação já entraram em contato para mais entrevistas, daqui a pouco ela aparece no Jô ou na Gabi, ninguém segura mais essa mulher, rs.

Se jogar no Google sobre este assunto, as entrevistas de mamãe aparecem em diversos portais, até na OAB, definitivamente, virou celebridade.

Deixo aqui os links das publicações, impressas e televisivas. Vejam a garra de mamãe e como ela é super fofa.  =)

CBN Vitória:

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/cbn_vitoria/reportagens/1425850-a-licao-de-dona-darci-apos-passar-em-tres-concursos-aprovacao-no-exame-da-oab-aos-71-anos.html


Jornal A Gazeta:

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/noticias/cidades/1426120-aprovada-na-oab-aos-71-anos-ela-quer-ajudar-os-necessitados.html


Jornal Bom Dia ES (ao vivo):

http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/bom-dia-es/t/edicoes/v/idosa-de-70-anos-e-aprovada-na-prova-da-orde-dos-advogados-do-brasil-es/2482750/


Jornal ESTV 1ª edição:

http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/estv-1edicao/t/edicoes/v/aposentada-passa-na-prova-da-oab-aos-71-anos-no-espirito-santo/2483421/

Em tempo:

Minha mãe, poderosa, será homenageada em Brasília! =) Via Portal OAB

http://t.co/QjMWrN4pvM

Parabéns Doutora Darci!

26 de mar de 2013

A Bossa da Finesse



Devemos cultivar o que queremos atrair.

Nessa vibe, muitas coisas mudaram; em mim, nos meus, na casa.

Mas estou aqui para falar de mim. Algumas mudanças foram mentais, outras espirituais e as mais perceptíveis (para mim e só para mim) foram as materiais, dessas que vou falar.

Tudo bem que não tenho a conta bancária dos meus sonhos,  mas o que tenho tem me custeado bem no dia-a-dia e até para gastar com alguns mimos pessoais.

E se eu quero atrair, tenho que usar....

Ter e guardar, além de mesquinharia, é perda de tempo e produtos, no fim eles estragam de tanto tempo guardados, só este mês 2 sapatos foram pro lixo; esfarelados pelo tempo, não pelo meu uso.

Ok, não posso ter uma Mercedes e nem um iate, mas nem por isso preciso me contentar com coisas de qualidade inferior; posso viver muito bem com objetos de qualidade (que não esfarelam sozinhos) e que cabem no meu bolso.

Algumas marcas entraram para o meu coração e se eu puder ter itens delas, fico muito feliz; não pela marca, não por ser famosa, mas pela sua qualidade e durabilidade. Para alguns objetos, infelizmente, qualidade significa também um preço superior.

Sapato, chaveiro, gadgets, bolsa, maquiagem, roupa, decoração; enfim, eu mereço e alguns (economizando) posso tê-los! Jamais pelo modismo, mas por estilo!

Podem me chamar de superficial (ahã D. Raposa e as uvas), perua (será?) ou mesmo gastadora compulsiva (quem me dera); mas o que me importa é que certos mimos de qualidade me fazem feliz.

E antes que se pense em ostentação, o melhor da finesse é justamente isso, usar, expor, mas sem deixar ser visto, pq marca boa, felizmente, não tem logotipo gigante ou letras garrafais;  muito pelo contrário, para ser chic, o menos é sempre mais.




13 de mar de 2013

Meu niver surreal de 2013



Dia 12/03 é meu dia especial, dia de comemorações com amigos e parentes, tudo normal como tem que ser. Neste ano marquei com minha mãe de almoçar com ela após a escola, tudo certo, tudo agendado.

Na ida para a casa de minha mãe, um motoqueiro avança o sinal vermelho, no mesmo cruzamento que o caminhão atropelou meu antigo carro e acabou com meu veículo. Como sou experta, quando o sinal abre, espero sempre um pouco antes de acelerar o carro, desta vez não foi diferente e isto me fez ganhar tempo para a batida não ser pior. Como meti a mão na buzina, isso alertou o motoqueiro, que começou a frear, mas mesmo assim ele bateu no carro, felizmente, pegando somente o para-choque do veículo. Claro que com a batida ele foi projetado para fora da moto, e nesse momento gritei para ele se segurar no capô do carro, coisa que ele fez e por isso está vivo, uma vez que passava um ônibus ao lado do meu veículo.

Ao sair do carro, fui vociferando no meu estilo caminhoneira de ser, querendo matar o sujeito e claro cheia de raiva; , o dito ao tirar o capacete era um moleque de 19 anos. Ele não se machucou, mas tremia mais do que eu; eu de ódio, ele de nervoso.

Imediatamente perguntei se ele tinha carteira, me respondeu que era provisória; perguntei se a moto era dele, ele disse que comprou a pouco tempo do amigo e estava pagando o financiamento, mas a dita ainda não estava no nome dele. No meio da conversa, eu indago como uma pessoa pode não ver o sinal vermelho, ele me responde que estava tão preocupado em chegar atrasado no serviço, uma vez que está nele há 2 semanas, que não reparou no sinal fechado; enfim ele poderia ter morrido por conta dessa distração. Ele me conta depois que trabalha como entregador de documentos da empresa, resumindo: um motoboy, num emprego novo, com carteira provisória e com uma moto financiada do amigo... Sinceramente, não poderia ferrar esse garoto!

Pq se eu chamo a polícia e a seguradora, seria registrado um BO, com isso ele levaria uma multa gravíssima, perderia a carteira, o emprego e sem dinheiro, como pagar a moto? Juro que pensei mais no menino do que em mim, mas nem por isso ficaria no prejuízo, não sou burra!

Combinei com ele que iríamos a concessionária mais próxima e lá verificaria o conserto do veículo, ele efetuaria o pagamento e estaria tudo acertado, caso contrário eu faria a ocorrência de trânsito. Assim foi feito, fomos até a Renault mais próxima, o valor foi pago por ele (que ainda teve que ir em casa e buscar o cartão de crédito do pai) e agendei o reparo do meu veículo para o fim do mês.

Ele me contou que ao chegar em casa, levou um brigueiro da mãe e ela mandou me pedir mil desculpas por estragar o meu aniversário, fora agradecer por eu ser super calma não ferrar a vida dele.

Claro que como boa mãe, passei um sermão danado nele, para ver se ele enxergava a merlin que havia feito, agradecer aos deuses por não ter morrido e por eu ser uma pessoa boa que não lascou com a vida dele.

Tudo isso terminou lá pelas 15:30 hs, eu morrendo de fome e mamãe preocupada em casa.

Depois desse surrealismo todo, fui com mamãe resolver coisas no shopping, habilitar meu celular, acertar meus óculos de sol, comprar capinha para o celular, bater perna e desanuviar a mente, além de relaxar comendo uma deliciosa quiche e me fartar com sorvete do Freddo.

E no dia do meu aniversário, onde fecho e inicio um ciclo, relembro como pode ser fácil morrer.

Mas continuo com a filosofia pessoal de que "quando a gente anda certo na vida, a vida anda certa com a gente", o menino não se machucou, eu não ferrei a vida dele, o carro será consertado e está tudo resolvido; ver o lado positivo das coisas, acalma o corpo e a alma, eu estou bem e é isso que importa no final!


Enfim, como tudo meu, nada poderia ser muito normal... nem no meu aniversário, rs.

2 de mar de 2013

Do amor



Com essas atribulações da maternidade e o sono leve da noite, tem muito tempo que eu não sonho; meus sonhos vívidos, não me pertencem mais. Mas esta noite, sonhei, um sonho bom e lindo.

Primeiramente sonhei que estava numa loja esotérica, procurando estátuas. A loja estava um tanto cheia, como se houvesse um evento próximo; a funcionária que me atendia, parecia um tanto perdida e depois com muita má vontade, pq eu insistia em ver estátuas e sabia que a loja as vendia, porém, a funcionária dizia que todas haviam terminado, mas sem ao menos procurar direito.

Resolvi por mim mesma procurar as imagens, meu esposo estava comigo e me ajudou. Nisso olho numa bancada de vidro as imagens que procurava. Queria uma bruxinha fofa roxa, um buda (mas só encontrava imagens de Sidarta, não do Hotei) e eram de madeira e um incensário redondo.

Nisso, de ver as estátuas, reparo numa senhora sentada no banco ao lado. Eu a reconheço, mas fico com aquela cara de "será?". Ela sorri para mim e diz: "Finalmente nos encontramos!" A pessoa era a Márcia Frazão. Eu questionava se realmente eles me reconhecia, e ela confirmou que sabia quem eu era. Disse: "Claro que eu reconheceria vc, como deixaria de lembrar de nossos escritos, nossas conversas pelo computador? E é olhar para vc e lembrar imediatamente da maga italiana que deixa a todos muito feliz." Conversamos como amigas íntimas e antigas, falamos de vários assuntos, de pessoas em comum e ela me perguntou sobre particularidades alheias que disse não mais saber por falta de proximidade.

Depois nos despedimos, com a promessa de continuarmos nossas conversas produtivas.

Saí da loja, bem animada.

Fui para outro local onde encontrei minha vó Judith, ela estava muito bem, seus olhos vívidos me atraiam, e nos abraçamos longamente, falávamos de saudades e de parentes. Disse para ela mandar um beijo para o papai e lembrá-lo que o amo muito. Estranhamente sabia que só ela poderia chegar até ele.

Terminei meu sonho cantando, cantando com minha vó uma música de amor. Não sei a música, mas só lembro o refrão, que repetia "eu te amo, eu te amo, eu te amo!"

Acordei cheia de emoção, tranquila e feliz.