pulo

11 de dez de 2017

Saindo da Zona de Conforto




Muita coisa para escrever... mas vamos por partes.

A falta de tempo não é o meu único problema, preciso de espaço para internalizar certas decisões e ver que consequências futuras pagarei pelos meus atos...

O que posso dizer, hoje, aqui, é que fiz um salto no escuro... Esse será o assunto do dia!

Estava há tempos com problemas pessoais em relação ao meu campo profissional, na verdade estava morna, indo para o frio; e não gosto de ser assim.

Buscava uma saída para esse sentimento; obviamente, sem condições de trocar de emprego ou mudar de área profissional.

Pedia há tempos por mudanças; mas não gostava da ideia de sair da minha zona de conforto, fiz uma boa cama para deitar e me aproveitava disso.

Mas para pessoas como eu, pedir verdadeiramente algo, é ter a certeza que, se for para minha evolução e aprendizado (na marra), ela virá; cedo ou tarde, mas virá.

E assim se fez, nesse ano apareceu aquela oportunidade única; mudar de ares, mudar de escola e o melhor, poder trabalhar pertinho de casa; pq não?

Obviamente, nem tudo são flores, na verdade, nunca é!

Eu teria que passar por um processo onde a quantidade de anos trabalhados equivalem a pontuações; tenho 10 anos nesse meu emprego, mas isso é pouco comparado aos demais que normalmente passam por esse processo seletivo.

A vaga que eu queria, já foi muito disputada num passado, nem tão remoto, de 2 anos; para se ter uma ideia do acirramento naquela época, minha colocação se deu após constatar a existência de 151 pessoas na minha frente.

A vaga que eu disputaria, era mau falada por uma quase totalidade de pessoas, que nem eram pretendentes diretas à ela; tudo pq a chefia imediata não é conhecida pela sua ótima qualidade de relacionamento, embora fosse qualificada como excelente profissional; típica pessoa (diz o povo) difícil de se lidar e que não aceita o famoso "jeitinho brasileiro".


A vaga que eu queria era no turno oposto ao meu, necessitaria portanto, de mudanças profundas (e rápidas) na vida familiar, o filhote teria que tb trocar de turno.

Mas o atrativo, de trabalhar a 1 quadra de minha casa, falou mais alto; pela economia de combustível (o carro ficará a semana toda em casa), pela qualidade de vida (ir a pé) e pelos novos desafios (saudade desse sentimento, admito).

Me aconselhei com minha mãe e amigas queridas da profissão; não teria de fato nada a perder, a não ser ganhar mais uma decepção pela vaga não conquistada; mas já sobrevivi a decepções piores.

No dia agendado para o Processo de Remoção, compareci. As pessoas me perguntavam qual vaga pretendia e ao dizer o local, me olhavam assustadas; me chamaram inúmeras vezes de louca, só pela fama da escola, tentavam até me convencer do contrário.

Eu dava de ombros e tirava poder do receio de todas as pessoas sobre a Direção da Escola; o medo faz as pessoas desistirem e contei com isso.


Me assustei tb com a quantidade de profissionais pela disputa de vagas desse ano, infinitivamente menor que os anos anteriores, a sala estava bem vazia; isso era bom e me dava novas esperanças.

Até encontrei uma colega de trabalho q também queria a mesma vaga que eu, porém eu estava em classificação melhor (25ª), portanto, se ninguém escolhesse antes de mim, estava no papo!


Fiquei próxima de uma amigona que tb queria trocar de Cadeira (como chamamos nossas vagas efetivas), a dela tão difícil quanto a minha; mas ficamos juntas, torcendo uma pela outra, prestando atenção nas falas das demais, nas ausências e atentas as escolhas das pessoas antes de nós.

Quando chegou minha vez, nunca me senti tão vitoriosa; era a certeza do fim de um ciclo e início de outro, que espero, não seja tão áspero.

Na mesa, no momento da escolha, até as responsáveis pelo Processo de Remoção, ficaram estupefatas com a minha escolha, tentaram em vão me convencer do contrário; mas uma coisa é certa, Diretores vem e vão, a Cadeira, o Posto de Trabalho, é meu até que eu consiga me aposentar, isso se o Governo permitir, rs.

Fiz minha escolha, a nova Cadeira é minha, trabalharei pertinho de casa. Minha amiga tb conseguiu a Cadeira que queria, saímos juntas e vitoriosas do prédio, com o compromisso de no mesmo dia se apresentar ao novo local de trabalho com o Memorando em mãos, para ser entregue na nova escola.

E assim o fiz, fui imediatamente para a nova escola, entreguei meu Memorando à Secretária e fui embora, olhando para tudo aquilo e pensando que agora me "pertencia" tb.

Já moro aqui no bairro há 14 anos, vi de perto seu crescimento, auxiliei junto a Associação de Moradores e agora já é hora de ajudar na educação dos filhos das famílias daqui.

Consequentemente, é tb uma decisão de ficar por mais tempo nesse Município e não pensar tanto em voltar para a Capital. Nas próximas eleições, minha Escola (olha a noção de posse) tb será Zona Eleitoral; portanto, mudarei meu Título de Eleitor finalmente para cá. Pelo visto, só saio daqui quando ganhar na Mega Sena, rs.

Troquei o turno do filho e nessa reta de final do ano, estou aos poucos tirando meus pertences do armário; não deixo nenhuma tristeza, sei que fiz um bom trabalho onde atuo e espero ter deixado muitas marcas positivas de minha passagem por ali.


Meu 2018 terá mudanças significativas; novas potências profissionais e pessoais. 

Tenho a certeza que dei o salto certo, no tempo oportuno; vencerei quaisquer desafios, pq nada acontece por acaso!


Fé no Divino, Fé em Mim, Fé na Vida!




30 de nov de 2017

Recado dado, é missão a ser cumprida!




E os sonhos continuam... obviamente não conto todos os detalhes, até pq ninguém (além de mim), entenderia, rs. Funciona mais, como uma forma de guardar a mensagem para releitura futura mesmo...

As mensagens são enviadas e algumas escrevo aqui com a finalidade de procurar a interpretação correta; normalmente a coisa é fácil, meus sonhos são muito diretos (para mim), principalmente os premonitórios.


Desta vez tive vários em uma noite; são seguidos e com significamos conjuntos.


No primeiro eu usava um carro poderoso e lindo, andava pelo meu município, num bairro próximo ao meu e obviamente me perdi, até pq o local não tinha placa de rua (costume terrível daqui); liguei para meu marido que estava a pé e me ajudou a encontrar o caminho correto. 

Eu tinha que entrar numa rua, cujo nome era a data de aniversário de um parente meu, mas eu lia a data de aniversário de uma amiga; não sei pq. Ele me mostrou, junto com um senhor, a rua que eu deveria ter virado e segui meu caminho sem ele; a finalidade era justamente essa, eu me movimentar por aqui sem a necessidade da presença dele.

Depois o sonho se transportou para dentro de minha casa... Nela eu ia tomar banho no banheiro do meu filho (?); antes de abrir o chuveiro, reparava que na parede existam alguns insetos (besouros pretos enormes) parados e vários enelídeos (minhocas-larvas claras, gordas e gigantes) subindo pela parede. Eu tomava banho sabendo que estavam ali e não me importava, sabia que não me fariam mal.

Então percebi que as minhocas-larvas (pq era a mistura dos dois) tentavam continuar subindo pelos azulejos e começavam a cair das paredes, talvez pelas mesmas estarem úmidas do vapor do chuveiro; elas se contorciam no chão, todas de barriga pra cima tentando desvirar... até conseguia reparar nos detalhes sexuais de cada uma, pois pareciam com barrigas de répteis (?)... mas nada de medo, sabia que eram minhocas-larvas e não poderiam me morder; continuei meu banho calmamente.

Depois de um tempo de chuveiro, senti algo na perna, como se fosse uma mordida, melhor dizendo, uma picada; foi então que vi uma minhoca-larva grudada na minha perna e percebi que era uma cobra, ela havia se disfarçado entre os enelídeos. Imediatamente meti a mão e rasguei a cobra ao meio, via suas vísceras caindo do corpo partido e pendurado. Saí do chuveiro e fui até a escada, pois lá era melhor iluminado e eu teria q retirar a cabeça da cobra da perna com o cuidado de retirar as prezas, para q elas não ficassem na minha perna; aquele mesmo cuidado que temos para retirar o ferrão de uma abelha.

Eu continuava calma, mesmo com todo o acontecido; retirei aquele bicho da minha perna sem problemas e com ar de vitória pessoal; sabia que havia matado um problema. Nesse momento o marido sobe as escadas e vê a cena toda, perguntou se eu estava bem, sem se importar de fato comigo, foi mais um gesto de educação.

 Voltei ao banheiro e vi que os 2 besouros pretos gigantes, que antes estavam na parede, agora estavam caídos no chão do box; todos de pernas para cima, inertes e mortos.

Olhei as demais minhocas-larvas-gordas-gigantes, elas estavam no chão do box, vivas; vasculhava elas a procura de mais alguma cobra, não encontrei mais nenhuma. Sabia que elas iriam engordar mais, antes de se metamorfosear.


Acordei com o som do despertador...

Logo pela manhã, ao tomar meu café, a ficha cai; a verdade me dá um tapa na cara e eu vejo tudo com uma nitidez incrível!

Tenho a seguinte certeza:
1 - Vou ter que ser mais autônoma;
2 - Certos sonhos não vão se concretizar;
3 - Tenho projetos que deverão ser melhor cultivados; no futuro, vão borboletar;
4 - Manter o segredo, para ninguém me picar.

Recado dado, é missão a ser cumprida!

E assim será; pq o Universo conspira ao meu favor e essa é a minha vontade!


29 de nov de 2017

Menina



Não é a primeira vez que sonho com isso...

Não sei se é premonição...

Não sei se é somente desejo...

Os sonhos sobre esse assunto são sempre nítidos, detalhistas e reais.


Só sei que sonho com uma menina.

Ela é clara (não branquela como eu) e tem cabelos lisos e escuros, sempre cortados na altura do ombro.

Ela não é bebê, já passou seguramente dos 4 anos; é a única certeza que tenho, é a unica informação q sempre se repete.

E eu a adoto.

Acordo sempre nesse momento, na conversa sobre a adoção dela; na verdade, uma confirmação que tal fato não poderá depois ser revertido.

Não é a primeira vez com esse sonho, já o tive em anos anteriores e aposto que não será a última.

25 de nov de 2017

Khepri





Post / Face / IG de (23/11/17)

Olha o q resolve aparecer na minha sala; só pq eu “amo” esse bicho. Desta vez pelo menos me controlei, coloquei para fora sem gritar, rs.

Post / Face / IG de (24/11/17)


Mal chego na sala e ele aparece novamente; voando pra cima de mim... 2 dias seguidos? Que mensagem quer me passar? 


Está batendo bem sobre o último assunto publicado aqui...

Já faz 2 dias seguidos q um besouro preto grande (famoso rola bosta) vem ao meu encontro no local de trabalho, que é de manhã. 

Para os q não sabem, não curto besouro, tenho até fobia deles. 

Esse dito, vem voando (desespero!) ao meu encontro na sala dos professores (onde fica minha mesa)! 

Ontem o expulsei numa primeira vez (sem gritar), voltando o dito horas depois, onde novamente o mandei embora sem muito pânico (vitória pessoal e medo de pagar mico na escola, rs). 

Hoje logo q as aulas iniciaram e me sentei, ele veio voando direto na minha direção, me rodopiou, me controlei (sem muito pânico exagerado) e o enxotei; fechei as janelas aproveitando do dia frio como uma desculpa medrosa.

Pedi ajuda aos místicos e os amantes de Khepri no Face; o q será q significa isso?

Eu que 
to passando por poucas e boas com "aceitação", pelo visto, vou ter q vencer a segunda fobia de minha vida, por conta Dele...


Anotei os escritos diversos que enviaram para mim sobre esse Senhor; vou reler muito os textos, ainda mais pq to na vibe de aparar pontas soltas nesse final de 2017!

Pela primeira vez, estou com receio de 2018... pronto, falei!



24 de nov de 2017

Não está sendo fácil, admito!



Quando resolvi me alinhar novamente com meu corpo, com meu Universo, com as energias do Todo Coletivo; sabia que precisava ficar atenta!

Pq mudanças ocorreriam, sutis, pq aí está o desafio; eu teria que sentir, perceber tudo de modo diferente, fitar nos olhos da mudança e não desviar o olhar; não fraquejar, mas suportar e resistir.


Não está sendo fácil, admito!

Quando o medo do desconhecido invade a alma, me apego aos guerreiros que me guiam, que me amam e me protegem com sua força e sabedoria; chamo por eles e por mim, de modo único, pois eles sou eu!

Se permitir a usar nomes, titulações, patentes, falas, tudo para bater no peito e bradar meu nome aos ecos do Universo; acordar quela velha conhecida que faz parte do meu ser, e não me sentir culpada por fazer o que é melhor para mim.


Não está sendo fácil, admito!!

Cartilha para seguir sobre isso tudo, não há; o resultado que terei, tb não sei. A única certeza é que preciso andar, já fiquei tempo demais no mesmo lugar.

Q eu saiba interpretar as imagens e/ou mensagens que aparecer, para ver se me lasco menos desta vez...

20 de nov de 2017

Abrindo novos caminhos



Certas decisões são complicadas; não de se tomar como atitude, mas internalizar no campo sentimental da mente.

É de conhecimento público para quem convive comigo, seja no mundo real ou virtual, que a ida do filhote para o 1º Ano do Ensino Fundamental, bagunçou totalmente meu segundo emprego.

A Scrapier foi, aos poucos, perdendo a força de produção, devido a escassez de tempo e foco disponíveis; pois o turno vespertino era cada vez mais ocupado com os apoios de leitura e estudo de Tutu.

Passei a recusar serviços grandes de festa e/ou encomendas que me tomassem mais de 2 dias de produção; o local da Scrapier em casa se tornava menos atelier e mais escritório. Até que chegou o momento em que nenhuma produção concreta saiu mais de lá.

Estava angustiada com isso, eu não queria perder a Scrapier, não queria que a marca se apagasse da memória das pessoas, não podia deixá-la morrer; mas vender seus serviços, continuava inviável.

Depois de muito pensar, resolvi matar dois problemas com uma cajadada só, rs.

Eu já estava super a fim de fechar meu perfil público no Instagran, mas não sabia como proceder, pois queria que só as fotos pessoais ficassem veladas; as demais imagens de moda, decoração e afins, que guardo como inspirações, podiam continuar públicas como são. 

Foi então que resolvi fazer da Scrapier o meu cantinho para tudo que aprecio: scrapbook, papelaria, planner, adesivos, coisas roxas/douradas/pretas, carimbos, moda, casa, design e decoração.

Desse modo a Scrapier não morreria como atelier, viveria plenamente no mundo virtual; continuaria servindo de inspiração para outras pessoas, até o momento (futuro) em que os mimos voltassem a linha de produção.

E assim fiz; fechei meu perfil do Facebook e do Instagram, agora estão somente para amigos e familiares; a Scrapier no Face e no IG continuam públicos, ativos e com um leque maior de assuntos e inspirações.

Dissociei de vez meu perfil pessoal do profissional.

E assim vou levando a vida, dando continuidade a Scrapier e tendo meu espaço, mesmo que virtual, de hobbies e inspirações artísticas/visuais, trabalhando feliz e com novo foco na Scrapier.


16 de nov de 2017

O preço que não quero pagar


Muitas coisas aconteceram nesses dias; foram momentos de afastamento por necessidade e principalmente, pela falta de tempo em escrever por aqui. Aos poucos vou colocando as novidades nesse espaço, pois preciso espairecer a mente através das digitações.

Vamos lá... O assunto na pauta do dia é: meu filho!

Com Tutu laudado, as coisas mudaram um pouco nos quesitos médicos, inclusive na vibe medicamentosa; um novo remédio foi inserido (paguei para ver), mesmo não sendo fã de determinadas medicações. Mas levei em consideração a opinião e recomendação médica.

Inicialmente Tutu tinha que tomar meio comprimido de Tegretol por 15 dias, só após esse período, tomaria o comprimido inteiro; sempre a noite, antes de dormir.

Obviamente esse é um daqueles remédios cuja bula já assusta pelo tamanho; ao ler a coisa toda, só piora. Sei que todo medicamento de atuação neurológica é assim, cheio de reações adversas, tomei um por anos; mas sendo do filho, até fiquei receosa, admito!

Tutu tomou o meio comprimido com ar de vitória pessoal, já se considerava grande por tomar remédio igual adulto, rs. Fiquei super atenta, tentando observar qualquer reação adversa; percebi algumas mudanças significativas e anotei tudo para o conhecimento do médico no retorno agendado.

Após 15 dias, chegou o momento da medicação inteira, estrategicamente num final de semana, melhor momento para notar alguma anormalidade; dito e feito!


Como Tutu tomou o comprimido a noite, já acordou alterado; no horário de costume, chegou na minha cama reclamando de muita tonteira, estranhamente ainda estava com sono e dormiu ao meu lado. Obviamente, fiquei acordada em alerta!

Para tomar café da manhã foi um custo, um misto de sono e tontura dificultava tudo; tive que escovar os dentes dele por medo de que a tontura desse enjoo e consequentemente vômitos. Do banheiro voltou para a cama, até para ver TV queria ficar deitado; tudo resultou num novo cochilo, que durou toda a manhã. Tutu só acordou para almoçar; outra luta na mesa, após as reclamações sobre a tontura e o sono que persistia.

Consequentemente, dormiu a tarde toda, só acordou ao anoitecer, com a fome que sentia. Desta vez acordou melhor, disse que a tontura havia diminuído bem; foi o momento que melhor se alimentou, até conseguiu jogar um pouco de vídeo game depois, provando que o efeito nefasto da medicação estava se dissipando. Após brincar por algumas horas, dormiu no horário costumeiro sem problemas; desta vez, deitando ao meu lado, como um meio de sanar minha preocupação.


O que tiro disso tudo?

Que Tutu nunca mais toma essa medicação!

Anotei diariamente as consequências dela: Nos 15 dias de meio comprimido, Tutu voltou a gaguejar, como antes das aulas com a fono; a coisa toda aumentou ao ponto de retornar as olhadelas para cima, o rateamento de palavras e as piscadelas de tentativa de concentração ou de nervoso por não se fazer compreender. 


Mudanças na hiperatividade ou concentração não foram percebidas por mim e nem pela escola. E no final de semana, com a dosagem completa, foi o verdadeiro fiasco!

Tutu virou um zumbi; a casa tinha um silêncio atípico, como se não existisse uma criança nela. Nunca detestei tanto o silêncio; o mesmo que, por tantas vezes, almejei. A preocupação com meu filho nunca foi tão sofrida; me senti culpada, fato!

Se esse é o valor do silêncio, da calmaria e da paz que, a maioria das famílias desejam e pedem aos médicos de suas proles; sinceramente, esse é um preço que não quero pagar!

Prefiro meu filho normalmente agitado, com a felicidade de ser quem realmente é; eu que me adeque a ele e não ao contrário.


Eu que tenha forças para o ajudar a conviver bem em sociedade e a sobreviver no mundo escolar; do melhor modo que puder e der!

A culpa que senti, por vê-lo naquela condição, sabendo que foi algo que eu lhe dei, foi a pior sensação que já tive nessa vida!

Ele confiou em mim e engoliu algo que mudou sua personalidade, o fez passar mal e apagou sua luz. 

Se pudesse voltar no tempo, faria!

Se me permitisse chorar, seriam lágrimas de sangue que cairiam de meus olhos; sem me importar com o mimimi de ser dramática demais.

Agora é aguardar a consulta e contar ao Neurologista o que a medicação completa fez ao meu filho e deixar claro: esse remédio, nunca mais entrará no organismo de Tutu!

Só espero que o peso da culpa sentida, um dia, fique mais branda em mim...

13 de nov de 2017

Tanto...




Tantos acontecimentos...

Tantas coisas para lembrar...

Tantas linhas a escrever...

Tantas decisões tomadas...

Tantas burradas feitas...


Tanto!


Falta tempo.

Falta paciência.

Falta papel e caneta.

Faltam palavras, no excesso de sentimentos.


Calma, uma hora eu volto, aguardem mais um pouco por mim.

2 de nov de 2017


Não aguento ver/ler tanta violência pela timeline, não vejo mais jornal na TV justamente por isso; não me tornei alienada, só não me permito vibrar nessa vibe coletiva!

É tanta violência física, espiritual, mental, educacional, cultural, social e animal; que fico perguntando: onde está aquele maldito meteoro que não cai ou o tal planeta X que não passa?

Tô longe de ser exemplo para alguém, curto algumas de minhas falhas; mas tem horas que dá vontade de resetar o sistema mundial, sabia?

1 de nov de 2017

Paleiro


Eu acho incrível a capacidade de algumas pessoas não me esquecerem, vira e mexe viro assunto na boca ou na mente de algumas; mas se enganam achando que nunca descobrirei.

Tem uma pessoa que pensa em mim até hoje, ela é meio carrapato; mesmo com o fim de um relacionamento, acha que ainda pode se aproximar. Sou uma coisa mau resolvida na vida dela; chega a ser, creio, uma obsessão.

Seja aqui ou acolá, tal pessoa sempre tenta saber de mim, seja por pessoas em comuns ou até mesmo forjando contas falsas em perfis sociais; ainda possui a afronta de pedir que a adicione, deve achar que sou tola.

Eu vejo e rio, bloqueio o tal perfil novo; quantos seus "eus" já bloqueei mesmo? Perdi a contra entre perfis de homens, mulheres e até adolescentes; embora essa última categoria, a mente com certeza pertence.

Mas o que eu acho pior é no acolá; chega a ficar feio para tal pessoa ser paleira.

Agora que meu currículo está on line e os serviços estão chegando, tal pessoa ficou possessa; se deixar rói o próprio dedo, pq as unhas já acabaram, rs.

A pessoa tenta se aproximar de mim de maneiras indiretas, querendo forjar um encontro por acaso, o famoso "vc está aqui tb?", "há quanto tempo!", "já voltou?!"; que ridículo! Na maioria das vezes me vê de passagem, tenta me seguir e fica "chateadim".

Tal ser percebeu (tarde demais) que sua mentira, não atingiu somente a mim, atingiu a "família"; pq aqui, no plano terreno, podes até engabelar, podes até jurar de pé junto que não fez determinada coisa; mas no acolá, ahhh... lá somos o que somos sem qualquer máscara ou roupagem. Lá vc não teve como sustentar sua mentira, não é?

E na nossa "profissão" no acolá, mentir para a "família" não fica somente na repreensão, não fica somente num castiguinho no canto isolado, como a criança que és; no seu caso, que é reincidente, a pena é o isolamento total. Como se a pessoa decaísse um posto, perdesse uma patente; obviamente impossibilitando-a de fazer serviços com a equipe que pertencia.

Não nego que vejo seu sofrimento/revolta e sorrio de canto de boca; vc arrumou a cama que quis deitar, aproveite! Me regojizo com isso, admito!! Ter pena de vc? Jamais será!!! Nessa altura de sua "vida", já deveria ter aprendido como sou.

O que acho chato é o choramingo; aquele papinho de sempre, pedindo perdão quando nos esbarramos por aí. Vive dizendo que não mediu o que estava fazendo, que estava de cabeça quente, que só pensou melhor depois. Ainda tem o discurso furado, tentando me convencer, que agora não adiantaria admitir que errou, pq muito tempo já passou, pq vc tem uma imagem a zelar, que eu devo aprender a perdoar e esquecer; me poupe! Quando nego os pedidos feitos, a pessoa tem a cara de pau de dizer que eu sou culpada pelo comportamento falho dela... É a mania do desleal, querer se justificar, colocando a culpa no outro.

Repito aqui (pq sei que vc lerá meu blog), o que sempre sustento lá; quem sabe assim, vc não se engane, dizendo que não "lembra" pq está "de olhos abertos". Garanto que ao ler, lembrará muito bem das coisas do acolá.

Quer o meu perdão? Admita o que fez! 


Admita para todos os envolvidos a sua mentira sórdida; admita olhando em meus olhos, admita a plenos pulmões para que todos ouçam, admita pelo amor que já disse ter por mim, admita o quão frágil vc é, admita que engana (até hoje) os que diz que ama e são da sua convivência.

Admita a verdade de seu erro, simples assim!


No dia que vc fizer isso, no plano terreno, eu lhe desculpo!

Pq pedidos choramingados de perdão no plano espiritual, não me convencem e muito menos me comovem; tenho dito!

30 de out de 2017

Espelho, espelho meu...




Quantas vezes vc já quis trocar de lugar comigo?

Nenhuma!

Sério?!


Aham... e vc?


Algumas... não, muitas.


Não curto muito essa sua normalidade podada e triste; esse seu piloto automático que vc teima em chamar de vida.

Mas viver não significa sanar todas as suas vontades e desejos doa a quem doer; viver em sociedade é ter direitos e deveres, responsabilidades e compromissos. Até fazer coisas pelos outros de bom grado, sabia? E tem o lance de amigos, família... deitar a cabeça no travesseiro, sem perigos.

Vc e sua mania besta de florear palavras para conseguir suportar suas decisões; encare os fatos, acatar sua punição não a faz parecer melhor ou mesmo superior.


Aff... ¬¬


Não se preocupe, isso vai logo acabar...


Como vc sabe?

Vc tb perceberá; aguarde e confie!


Medo quando vc fala assim.

É bom mesmo!!!

Espero que seja bom para ambas.

Esperamos.

26 de out de 2017

Changements Spirituels



As mudanças ocorrem também no físico; principalmente quando autorizamos isso e temos a certeza que certos inibidores, quando retirados do corpo, trazem efeitos rápidos.

Perceber as mudanças não é fácil, na verdade, só as tenho notado bem depois; fazem parte da pedagogia do patada astral, rs.

Exercícios mentais também tem ajudado, nem são complicados de fazer, mas demandam tempo, um luxo que estou lutando para aumentar um pouco mais; momentos de solitude na cama são preciosos, fato.

Exercícios físicos são mais chatos, mas aceleram a desintoxicação corporal; o problema é ter a maturidade de 40 anos, com a mente ativa dos 20 e joelhos de 60 anos; pelo menos a coluna já está condizente com a idade atual do corpo.

Mas tem coisas que só o silêncio e a madrugada podem fazer, pq certa glândula do meu corpo só pode ser estimulada na escuridão, é biologicamente preparada para ser inibida na luz.

Quando ativada, reverbera nas frequências do mundo espiritual, facilitando as viagens astrais no onírico; dando aquela sensação de conhecimento profundo e euforia divina, além do fortalecimento do Eu espiritualizado.

Dizem que os melhores horários para isso são entre 1 e 4 da manhã, comigo o ponto máximo é a partir das 3 da madrugada, durando até o amanhecer; por isso odeio tanto o horário de verão.

E vou convivendo com tais mudanças, esperando o que está por vir; as férias acabaram de vez!


23 de out de 2017

Vamos jogar?




Tudo começou num encontro simplório, nossos olhos se cruzaram instantaneamente; um reconheceu o outro num susto assombroso e enigmático, mas sorrimos gentilmente, usando nossa habitual ironia.

Acredito que nenhum de nós ficou confortável naquele ambiente, mas jamais deixaríamos isso transparecer; ninguém estava brincando ali.

Não precisei te visualizar para saber que não escapei, em momento algum, do seu olhar; não nego que isso foi excitante, afinal somos predadores.

Tenho certeza absoluta que vamos nos encontrar novamente, obviamente não será por acaso; cada qual guardou o cheiro do outro muito bem.

Aguardo, ansiosamente, nosso reencontro; adorarei jogar com você!

Com amor,
Eu.

17 de out de 2017

Vídeo


Muita gente veio no privado me perguntar qual era o vídeo que fez minha cabeça ficar a mil, rs.

Então resolvi postar o dito aqui...

Guerra de Orion & Contratos de Abdução

Se o conhecimento dele chegará a todos, eu não sei; se a mente das outras pessoas vão ficar doidas como a minha ficou, não tenho a menor ideia; se a maioria vai ver e achar uma grande bestagem, garantindo que eu bati pino, também não me importa.

Aprendi uma vez que o conhecimento a gente dá, se quem receber, vai tirar proveito ou não dele; não é problema meu!

Boa sorte a tod@s! 🙋

16 de out de 2017

A ficha caiu...


No feriado eu postei isso no meu Facebook: "A ficha finalmente caiu, sobre o pq deu gostar tanto do Antigo Egito, mas ter um entrave no culto... Só me resta agradecer!" 

Desde que me entendo por gente, gosto do Antigo Egito, sempre tive sonhos vívidos com aquele tempo quando moleca; com acontecimentos e/ou coisas cotidianas ou divinas. Crescendo, fui ampliando meus conhecimentos com leituras históricas, esotéricas e espirituais. 

No Espiritismo compreendi muita coisa, mas foi num Centro que participei mais ativamente, que pude fazer uns resgates de memórias bem interessantes; porém, eles tinham o péssimo hábito de me podar e tentar me proibir de fazer algo, foi quando fiquei revoltada! 

Saí desse Centro e continuei com minhas buscas e estudos sozinha, inclusive na magia.

Nesse caminho solitário, encontrei com a The Kemetic Orthodox Temple - House of Netjer - HON e algo se ligou dentro de mim de um modo fantástico; foi ótimo e fiquei ortodoxa. A coisa toda fluía muito bem, até que cheguei num entrave, num bloqueio; alguém me dizia internamente que eu precisava de mais, algo antigo e ao mesmo tempo moderno, mas eu não compreendia o que era e isso me frustrava muito.

Com a proximidade do nascimento do meu filho e devido a acontecimentos importantes, espiritualmente falando, decidi suspender meus serviços, totalmente. Me dei uma pausa forçada de 7 anos; não importava de onde se pedia a ajuda ou chegasse trabalho, não fazia de modo algum.

E o tempo passa, o tempo voa e a pausa termina...

Com o currículo novamente no mercado e os serviços on line, voltei aos meus estudos e práticas mágicas/espirituais, tirando aos poucos a ferrugem formada nas engrenagens; obviamente esse reinício não é fácil, mas to levando relativamente bem.

Pedi autorização e voltei também na HON. Foi ótimo ver que "Quens" me guiam também gostaram.  E com o retorno à certas práticas cotidianas, advinha quem pintou novamente na área? O tal entrave! Mas como estou num momento em que tenho chutado vários baldes, deixei claro que, ou eu entendo isso de uma vez, ou mando a Merlim para sempre nessa vida.

Eu brinco que o Divino nunca fala comigo; na verdade, o Divino tem que me dar é patada astral, para eu ver se eu presto atenção direito nas coisas, sabe? Sutileza não funciona comigo!

E assim foi; na última vez que senti o entrave, bradei que eu topava saber de tudo de uma vez por todas, mesmo que doesse horrores. O tempo passou e eu esqueci do pedido; pisciano é desligado mesmo.

Então, nesse feriado aconteceu; depois de uns passeios, serviços e visualizações no onírico/astral, dei de cara com um bando e o entrave saltou aos olhos. Esquecendo de onde estava e com quem, pensei alto ao ponto de ficar nítido; foi notável o meu desconforto com a ideia Federada, a veia rebelde ainda pulsa e me orgulho disso, para a reprovação de muitos, rs.

Mas como tudo que ocorre lá, também reverbera aqui, no finds um vídeo longo caiu na minha rede; agora não tinha como dizer que eu nada sabia.

Vendo o vídeo, melhor dizendo, escutando atentamente as palavras lançadas, a mente explodia em mil informações, como se uma gaveta tivesse sido aberta a força e seus documentos fossem jogados na minha cara. A pessoa do vídeo falava , as imagens pipocavam, o conteúdo fazia colagens entre passado, presente e futuro, o espaço tempo era espiralado; nesse turbilhão informativo compreendi completamente o entrave, sob a ótica de várias vidas e muitos postos.

Minha evolução precisava da reconexão com o passado, certas formulações e dogmas, mas nem tudo do passado estaria nas práticas cotidianas, pelo simples motivo de certos ensinamentos terem se perdido nas areias do tempo, algumas práticas energéticas não existem mais; mas outras práticas que vivenciei e resgatei no Espiritismo, na Magia e no Onírico, eram o pulo do gato necessário nesse momento; reunir passado - presente - futuro, vibrar em diferentes níveis e corpos para o resgate pessoal; que é realmente o que importa, pq esse lance de coletivo é uma consequência ao meu ver; sou egocêntrica, admito, rs.

"A libertação está na ascensão individual de cada um de nós!"


Nesse momento me chamei de burra, pelo simples fato de não ter percebido até então, algo tão óbvio!

Passei as últimas horas do feriado com a mente num processo elétrico monumental, essa madrugada nem dormi. 

Obviamente, passarei dias matutando sobre tudo que vi, escutei e lembrei. É muita informação, gente!

A única certeza que tenho, é que não tenho mais nenhuma certeza sobre o que vai acontecer na próxima conexão física espiritual; só espero que minha mente e minha casa não entrem em colapso total, rs.

Vamos ver o que aos poucos, consigo colocar aqui, algo que presta...

10 de out de 2017

Primavera





Nem frio, nem calor; 
Aquele céu azul com a brisa fresca; 
A chuva na medida certa, amoreira carregada; 
Berçário de passarinhos, formigas labutando pelo chão; 
Minha casa fica energizada e eu calma; 
Eu adoro também a primavera! 

6 de out de 2017

Biografia Materna


Eu gosto de criança, trabalho com criança, atuo com criança; mas esse lance de maternidade nunca foi um objetivo de vida, sabe?

Pq conheço gente que a meta de vida é casar, constituir família, ter filhos; no plural mesmo. Tenho amiga que queria só filho, tipo produção independente e assim fez; o que importa é realizar o desejo e ser feliz.

Sempre pensei a coisa de ter filho como uma desculpa de ter alguém que cuidasse de mim na velhice ou que meus bens não fossem dados ao Estado, rs. Meu marido queria filhos logo, eu freei o máximo que pude, sempre pensei que filho é uma responsabilidade muito grande; portanto, tem que vir com alguma estabilidade emocional, física e financeira.

Quando meu lado profissional já estava bom para o mercado de trabalho, a residência já estava quitada, os dois adultos da casa em empregos públicos e carro na garagem; a desculpa dos 30 anos já havia espirado, rs. Engravidei com 33 primaveras no currículo da vida; com a compreensão econômica que essa seria a única vez, pois assim era minha possibilidade. Sempre fui convicta no pensamento: melhor cuidar de 1 direito, do que de 2 mais ou menos.

Eu sabia, sempre soube aliás, que a maternidade seria um problema e também, um divisor de águas em minha vida; não pelo conto idealizado que filho nos faz repensar valores ou prioridades sociais; mas pelo fato que iria mudar meu egocentrismo, individualismo, autoritarismo e principalmente, meu sentimentalismo.

No início, aquele bebê me fez temer o mundo pela primeira vez na vida adulta; pq era um ser totalmente dependente de mim, tudo que eu fizesse teria consequências diretas na vida dele. Cheguei a pensar no que seria dele se eu não estivesse mais nesse mundo. Entendi nesse dia pq muitas mães desenvolvem graus de Síndrome do Pânico, pq elas tem medo de morrer e deixar a prole aos cuidados alheios; fiquei em choque com isso, logo eu, pessoa que nunca me importei com a morte e nem a temi, só possuo o receio natural do modo de partir, nada além disso. Percebi ali que minha vida não era só minha! Isso era um grande desafio...

Obviamente o bebê cresce, com ele, crescem também as informações e os problemas; aumentam as mudanças internas e maternais. Já contei aqui como é meu filho e os atuais desafios que tenho que enfrentar; mas esse post não é sobre ele, é sobre mim!

Me pego, atualmente, repensando as decisões tomadas, as atitudes que preciso ter e como elas são difíceis, são árduas na verdade; mudar seu modo de ser não é fácil, mudar por amor é hercúleo.

Amor, sentimento ainda não compreendido completamente por mim; não o amor romantizado, o amor diário; aquele que nos futuca no cotidiano para nos fazer lembrar que ele está lá e precisa de cuidados. Aquele amor por outrem; pq o amor próprio, aaaahhhh..... esse eu sei direitinho como vivenciar.

É se pegar fazendo coisas, maternalmente falando, que jamais faria antes; pior mesmo é ter atitudes que jurei nunca reproduzir e lá estou, seguindo à risca a cartilha. É se deixar em segundo plano, tendo metade de si revoltada com isso; mas deixando a outra metade orgulhosa dessa conquista, rs.

E passo por neuras, várias por sinal. A gente finge que é tranquila, mas é cada surto interno que a gente tem, não é?

Quando as coisas sem do meu controle, fico possessa; mas criança não é coisa, filho tem a mania de nos desestruturar para ver se nos montamos, de modo melhor, com as peças de Lego da nossa vida.  Filho possui a capacidade de nos dar respostas prontas (até reprodutivas) ou críticas (que dá orgulho) também; nesses momentos, outra peça cai da pilha de Lego, né? Desestabiliza tudo! É o momento crítico do respirar fundo, contar até 10, 100 ou 1000; pq se o impulso toma conta, o autoritarismo vem a tona e o 36 quer cantar, rs. 

Falando no 36... O 36 é o tamanho do meu pé e o fato dele cantar, é isso mesmo que você está pensando, chinelada no bumbum! Não sou mãe que brada que não bate no filho (não evoluí tanto assim), mas não sou de bater feio, até pq apanhei muito na infância; mas chinelo é uma boa arma de argumentação materna. Ele não precisa agir (ou cantar, com chamo), ele só precisa ser lembrado, um reforço na memória de quem já apanhou 1 vez com ele há alguns anos atrás. Aquela vez foi a amostra concreta do que ele é capaz de fazer, que serviu para não ser usada inúmeras vezes; mas se for necessária, atuará. Educar é tb ser firme nos momentos adversos, em prol do crescimento humano e social.

Com o filhote crescendo, o uso é mais na advertência, basta dizer: "Peraí, que o chinelo vai cantar!", que a má vontade, a desobediência, o enfrentamento ou a pirraça, cessa magicamente, rs. Taí uma outra coisa que detesto em criança, além da falta de educação, a tal da pirraça. Gente, isso vem no DNA humano? É defeito de fábrica que tudo mundo tem? Toda criança, alguma vez na vida, ativa essa peça, né? rs.

Sei que pirraça é um descontrole emocional, sei que a criança aprende na frustração; sei também que dá e passa, seja com argumentações, carinho ou atitudes chinelais, visuais e/ou beliscais de adultos; atire a primeira pedra quem nunca sentiu a mão da palmada fortemente na bunda, quando pequeno, aliada a célebre frase: "Agora você tem motivo para chorar de verdade!" Tento a todo custo sobreviver, com o mínimo de lucidez, nesses momentos caóticos e também dolorosos, viu? Não é fácil!!!

A verdade é uma só, maternidade é uma coisa para poucas mulheres; entendo cada vez mais que, ela não serve para qualquer uma. Maternidade não é colocar filho no mundo, nem cuidar com comida; pq isso qualquer fêmea em época reprodutiva pode fazer. Maternidade é educar em prol da evolução; é dar direitos e deveres; é aliar ensino e aprendizagem social, com o mundo louco que vivemos, pedindo por sanidade emocional. Maternidade não é deixar faltar comida no prato, é não faltar amor! Falo isso não só pq sou mãe, mas por conviver com crianças e ver nelas, o que a falta do amor familiar pode ocasionar.


Amor familiar não é dar beijinho e carinho, amor familiar é o olhar cuidadoso; são as atitudes nobres que tomamos para servir de exemplo. Amor familiar é um cuidar do outro, no sentido de proteger e de fortalecer laços. Amor familiar é também se fazer feliz para si e para o outro.


Creio que não estou fazendo feio esse papel de mãe... Embora, a autocrítica seja elevadíssima. A meta pessoal é não reproduzir no filho, os erros de meus pais! Se eu vou errar em algo na educação do meu filho? Obvio que sim! Sou humana, sou falível! E ainda bem! Pq são nos erros que cometo, que acontece depois, as maiores aprendizagens!

Acho que depois dos 18 anos de Tutu, as coisas devem finalmente melhorar; ou não, rs. 


Até lá, vou escrevendo por aqui...

Desabafando as epifanias da mente e da alma materna.


26 de set de 2017

Escrever...


Sabe um bom costume? Eu tinha!

Adorava escrever; sobre mim, sobre os outros, sobre o onírico, os trabalhos escolares, acadêmicos e afins. Mas o tempo, esse senhor implacável, colocou a colega  dele - as tarefas - em meu caminho; infelizmente, em quantidade exorbitante.

O único bom costume que permaneceu foram os diários; pelo decorrer da vida, eles agora são feitos semanalmente, mas registrar os acontecimentos cotidianos, é uma necessidade.

Essa mania da adolescência, ganhou mais força na vida adulta; a mente perdia informações e recordações com muita rapidez, as gavetas do cérebro estavam lotando com os dados acadêmicos e trabalhistas.

Por vezes, até hoje, pessoas me relatam coisas e situações que juram que estive presente, mas não lembro, rs. Pode ser o cansaço mental, as personalidades e até a caduquice precoce; um deles (ou a soma destes?) é o vilão do processo "lembratório".

Mas o legal de escrever é justamente isso; registrar para lembrar!

Já sentei e reli diários antigos para constatar acontecimentos, relembrar coisas boas, ver que sobrevivi às ruins e o melhor; que as coisas que antes afligiam, que possuíam um peso no estilo "fim do mundo", hoje em dia perderam - ainda bem - seu peso dramático. Perceber a evolução pessoal é ótimo!!!

Escrever também é um descarrego mental; à mão, um meio de desacelerar. Embora escreva no blog, tudo aqui colocado, passou antes por uma folha de caderno, sabiam?

Espero dar continuidade satisfatória a esse espaço, sem passar por muitos problemas com isso; quero no mínimo um post por semana. Tomara que dê certo, pq tenho muitas coisas na cabeça e elas precisam virar caracteres, senão vou pirar, rs.

Mas existe outro projeto também acontecendo no campo da escrita; um que estava parado há quase 10 anos. Eu e alguns amigos voltamos a escrever nosso livro de aventuras fantásticas, um livro escrito a 5 mãos; é um projeto complexo, feito graças à internet, com 5 autores bem diferenciados, cada qual com seu modo peculiar de escrita. O plano é publicar antes de 2020; vamos no foco, força e fé!

A retomada desse projeto me deu m novo gás, principalmente nessa reta final de 2017; estava mesmo precisando de novas metas e desafios interessantes...

22 de set de 2017

O mundo dá voltas...



O mundo realmente dá voltas e, ainda bem, estou viva para ver isso acontecer!!!

Sou uma pessoa muito sociável, mas me resguardo; tenho vários conhecidos, muitos colegas e conto os amigos somente nos dedos das duas mãos. 

Obviamente já quebrei a cara com as pessoas; já fui magoada e magoei também, já fui ferida e feri também, já fui prejudicada e prejudiquei também, já me passaram a perna e já quebrei muitas outras por aí. 

Não tenho vergonha em dizer que não espero a Lei do Retorno; ajudo para que ela se cumpra mais rápido e no meu tempo, pois o divino pode demorar demais, rs. Sou vingativa e quando vejo quem me prejudicou se lascar; fico feliz com isso, admito!

Eu aceito quem sou e quem me tornei, convivo satisfatoriamente com minha luz e escuridão; adoro todos os tons de cinza que permeiam meu ser. E nessa onda de viver, existe uma coisa que quando deixamos acontecer, fluir e seguir; até que faz um bem danado, se chama amadurecimento.

Os 4.0 estão mexendo comigo num grau nunca antes suposto por mim; um tsunami de coisas tem ocorrido e estou levando uns caldos feios desse mar revolto. Por vezes vou para o fundo do mar e fico serena naquela solidão maravilhosa; em outras fico a flor d'água tentando respirar e me manter sã no turbilhão tempestuoso. A úncia certeza que tenho é que vou sobreviver a tudo isso e sair mais forte; eu tenho orgulho da mulher que me tornei pq eu lutei muito para ser ela e estou cada vez mais consciente disso.

Mas o amadurecimento... essa coisa que vive no meio das entranhas e sobe até o cérebro no decorrer das primaveras vividas, vai criando um poder de fala e argumentação tão veloz, que até assusta. 

Nesse mês, especificamente, essa coisa tem tagarelado muito no pé do meu ouvido, ao ponto dela, eu e a vingança, ficarmos amigas-irmãs; uma aplacando os desejos da outra, em prol de uma merecida paz de espírito.

Me surpreendi ao consegui respirar fundo numa determinada situação, ao ponto de fazer uma cara amável para o acontecimento e não me deixar enervar até com o tom de voz da criatura em questão; dei uma chance ao amadurecimento e me saí muito bem. 

Com essa vibe ativada, descobri coisas que me surpreenderam; revi conceitos, me permiti ter uma outra visão sobre o todo e gostei de constatar que aquele castelo mágico, antes vendido como perfeito, possui problemas, obviamente nunca divulgados. Um sorriso de canto de boca surgiu na face da vingança; mas um olhar complacente surgiu em mim.

Constatei imediatamente que não estou acostumada com isso, mas consigo lidar com esse sentimento, o que é um grande avanço; chego a dizer que atingi mais um grau de iluminação por conta disso, rs.

Posso até falar que não guardo mais tanto rancor, mas também não tenho amnésia; não sou abestada para acreditar num mundo de amor cor de rosa.

Cheguei a pensar se o meu suposto senso de justiça, não era apenas uma simples sede de vingança... esse amadurecimento é um bicho realmente profundo, né?

E continuo acreditando que a gente não encontra ninguém nessa vida por acaso. Cada pessoa é um teste, uma lição ou um presente; tem gente que vai embora, tem gente que fica, tem gente q expulsamos e tem gente que aprendemos a conviver... Quem sabe assim diminuo o carma para a próxima vida.

Torço muito para que esse amadurecimento dos 40 anos, me ajude e guie. Que eu possa viver uma plenitude evolutiva, com uma dose generosa de bom senso; para lutar principalmente por aquilo que realmente me importa.

14 de set de 2017

Recomeçar





Eu tenho oficialmente 4 Anos Novos no meu calendário... 4 recomeços... 4 possibilidades de mudanças profundas.

Tenho o Ano Novo Civil em 01/01 que todos comemoram, o Ano Novo Mágico em 02/02 por conta de Iemanjá, o Ano Novo Astrológico em 20/03 que esotéricos conhecem e o Ano Novo Kemético, chamado de Wep-Ronpet, que fica entre os meses de julho e agosto (varia de acordo com o aparecimento de Sírius no céu).

Com os anos, cada uma dessas datas especiais tem se mostrado de um modo peculiar em minha vida; especialmente agora em 2017.

O Ano Novo Civil é a festa com amigos e parentes, auge das férias e das boas energias mentalizadas com simpatias alegres e poderosas; o Ano Novo Mágico é quando faço agradecimentos e novos pedidos a Iemanjá, carregado de muito Axé; O Ano Novo Astrológico é o período de fechamento do Inferno Astral e leituras, estudos e pesquisas de mapa astral e afins planetários; já o Wep-Ronpet é a reconexão com minha Regente e Amados egípcios.

Esse 2017 está se mostrando o ano de reconexão total no campo  espiritual, místico e mágico; sabia que iniciar o ano kemético regida por minha Mãe, seria um páreo duro, um amadurecimento forçado de última hora nos 4.0 e a coisa toda se tornaria uma grande mexida; dito e feito!


Minha Senhora já chegou dando patadas no chão da minha vida vida, levantando a poeira para eu dar a volta por cima, na marra; pq eu sou avessa a mudanças bruscas, fato!


Com isso um inconformismo monstro tem tomado conta de mim, uma inquietude de alma; uma vontade crescente de chutar o balde, jogar tudo para o alto sem me importar com quem vai catar tudo depois, com a certeza única, que não serei eu.


Uma vontade cigana de desencravar as raízes de meus pés e rodar o mundo, sem destino e sem querer levar ninguém comigo.


A necessidade urgente de se fazer um retiro espiritual, me abrir ao desconhecido (que já foi amigo), pois é sabido que o momento chegou.


Aquela vontade de ter quietude mental a fim de organizar as coisas internas em novas gavetas rasas.


Sentir as mudanças corporais que me possibilitam ser ativa novamente, para o corpo guerreiro estar apto para o que virá; querer sair do sedentarismo de anos, para valer; o famoso corpo são, mente sã.


Saber, no âmago do ser, que preciso de novos desafios intelectuais e profissionais, mas não saber patavinas por onde começar.


Querer, sentir, almejar; esses são os sentimentos que permeiam a alma nesse momento. 


É o meio que Ela tem para mudar minha mente, que tem vivido um certo ostracismo, um terrível conformismo e até uma morte lenta de ideias juvenis.


Algumas coisas já consegui realizar no mundo físico (as duras penas); práticas espirituais cotidianas, Ioga (coluna sem dor faz isso) e o início das tentativas inusitadas de meditação (com Tutu perto é uma coisa hercúlea). Tento fazer disso tudo, parte das obrigações diárias, pq se não me obrigo, com todo o peso que a palavra deve ter, não faço; sou a rainha da procrastinação, admito!


Sobre as demais inquietações... estão em processo... Só espero que eu encontre a harmonia necessária entre elas, entre eu e a família, entre eu e minha sombra, entre eu e o mundo externo.



Que Ela promova a estabilidade mental e emocional tão necessária em meu ser; que Skinner me auxilie no autocontrole, pq essa é a palavra chave no momento.


11 de set de 2017

Agora é oficial...


Agora é oficial, eu tenho um filho com laudo.

Após grande pressão da escola, que me obrigou a assinar um Termo de Compromisso; tive que fazer pressão com o Neurologista para conseguir um laudo para Tutu.

O Neuro estava irredutível, queria me explicar que o laudo rotularia meu filho, que a escola não o ajudaria por conta de um laudo; muito pelo contrário, usaria o papel para justificar tudo que meu filho não fizesse no tempo dos demais e a professora poderia lavar as mãos, não se importaria de fato com o desenvolvimento cognitivo do aluno por conta de um CID. Ele até falou: "... como ela espera que um laudo a ajude a compreender seu filho? Ela nessa altura do ano já deveria saber como ele é! Já deveria dar atividades diferenciadas, ela sabe que não terá direito a estagiário, que é o que ela realmente quer!"

Ele estava muito revoltado, eu também.
Ele como Médico já viu esse filme inúmeras vezes, eu como Pedagoga idem.
Ele lia e relia o relatório escolar, achando-o um absurdo; eu como Pedagoga concordava com ele.
Mas eu estava como Mãe naquele consultório, engoli discursos pedagógicos e falei que não adiantava ele/eu reclamar, a escola exigia um laudo, eu tinha que levar um laudo e acreditar que um CID faria a escola se mover a fim de promover melhores condições de aprendizagem ao meu filho.

Ele deu um longo suspiro, afinal de contas era a quarta consulta de meu filho, Tutu não tem nem um ano de atendimento e já ia ganhar um CID; fui clara com ele, disse que concordava com tudo que conversamos nas consultas anteriores, que o CID não teria, para mim, o peso que a escola desejava, portanto; ele poderia dar o CID de qualquer coisa, contanto que eu não parasse no Conselho Tutelar.

O médico sorriu e disse que daria um CID de TDAH e que após seu retorno de um congresso, eu voltasse lá para informar algo sobre a escola; até lá ele pensaria sobre mudar a medicação de Tutu.

Falei que agendaria a nova consulta e torci, junto com ele, por algum posicionamento positivo da escola ate esse retorno.

Saí da sala olhando para um papel com um TDAH escrito bem grande; agora eu tinha em mãos um documento oficial que dizia que meu filho tem um problema, que meu filho é uma criança especial, que tenho um menino "laudado" em casa.

No carro, fiquei em silêncio, a mente em mil pensamentos, muitas indagações, nenhuma resposta.

Em casa fiquei absorta em maquinações mentais, divididas entre áreas pedagógicas, maternais e sociais.

Me segurei, literalmente falando, para não ir na biblioteca pedagógica particular da casa ou no Santo Google buscar sobre o TDAH; jurei para mim mesma não ler sobre o tema no feriadão e muito menos me remoer sobre isso no período. 

Consegui!!!

Agora, no início da nova semana, iniciarão minhas buscas sobre o TDAH, pesquisarei sobre informações mais recentes; além do material já conhecido por mim, vou ao encontro de técnicas novas e/ou novos métodos de abordagem, diferentes dos que já uso na escola ou mesmo com Tutu; pq antes de um CID no papel, a suspeita sobre o TDAH já era um "achismo" pedagógico há muito tempo já trabalhado por mim aqui em casa.

Aguardarei ansiosa pelo posicionamento da escola, agora que possuem o laudo tão exigido; obviamente lutarei com mais afinco sobre as intervenções pedagógicas ditas e necessárias na última reunião pedagógica, agora que sabem o que meu filho tem.

Algo me diz que é o início de uma árdua batalha! 

31 de ago de 2017

Filho


Filho é a prova concreta da sua continuação no planeta e que a lei das almas existem; inclusive suas provações. Tenho as minhas com Tutu, fato comprovado cotidianamente.

Me veio um menino doce, meigo, amoroso, tímido e sensível; tudo que já fui e na marra suprimi, matei ou involuí dentro de mim. E me vejo lidando, por vezes, comigo mesma;  me esforçando para não reproduzir os erros que tiveram comigo, ao mesmo tempo em que luto para amadurecê-lo, com o reles intuito de fazer com que ele sofra menos do que eu, na mesma idade.

E a Flavinha avoadinha da escola, se uniu ao Claudinho hiperativo e esquentadinho da sala de aula, resultando no atual Tutu. Obviamente passo perrengue num sistema de ensino público engessado, quantitativo e podante; pq embora Tutu seja inteligente, o excesso de cimento nos pés o incomodam, fazendo com que a mente fértil saia dos muros escolares, ou viaje no balançar dos lápis em suas mãos, resultando em inúmeros deveres sem conclusão; atitude que não combina com qualquer estilo formal de ensino.

E eu sofro horrores com isso, pq como qualquer mãe, não quero que meu filho sofra ou passe por discriminação, pq obviamente fiz projeções sobre ele (quem nunca?); pq como Pedagoga não queria ter um filho "problema" na escola (logo eu que trato e cobro os problemas alheios escolares com afinco); pq como cidadã queria um filho exemplar (sem me dar muito trabalho, rs). Mas como na vida nunca é aquilo que queremos, eu precisava fazer algo, antes de explodir em frustrações ou depressões.

E Tutu saiu do CMEI e foi para a EMEF, assim e alí, se iniciaram os meus grandes problemas maternos.

Eu que já tenho a fama de Pedagoga do Capiroto, agora sou a Mãe dos Infernos; tudo pq no início do ano letivo meu filho caiu numa sala cuja professora me chamou na segunda semana de aula para perguntar se meu filho era Autista ou TDAH; pq além de não compreender nada que o menino falava, não obteve laços com ele, não conseguia o atingir pedagogicamente e nem pessoalmente, e exigia que eu levasse Tutu ao Neurologista urgentemente para saber o que ele tinha.

Nas primeiras falas eu fiquei abobada, depois fiquei absurdamente ofendida, não só como Mãe, mas como Pedagoga. Obviamente ela não sabia minha profissão, mas fiz questão de dizer e mostrar; pedi os embasamentos dela e da Pedagoga em duas semanas de aula, perguntei o que ela fez para a adaptação dos alunos, que vindos de CMEIs, obviamente estavam "perdidos" numa EMEF tão grande como aquela; perguntei se ela era formada em Psicopedagogia ou alguma especialidade médica de alto nível para em duas semanas cogitar sobre qualquer problema ou distúrbio neurológico em seus alunos; enfim, falei e falei muito. Discursei sobre o currículo e as normativas do Município, questionei a Pedagoga (muda até então) sobre que procedimentos ela tomou em 2 semanas de aula com meu filho e se ela tinha conhecimento de quem ele ao menos era, além de perguntar como uma professora tem a coragem de "diagnosticar" os alunos, além de dizer que eles precisam ser quietos, que fiquem sentados em seus lugares, pq não quer ter problemas. Mas ao final da reunião, onde virou um grande monólogo da minha parte, pois tanto Professora quando Pedagoga  não possuíam mais capacidade de argumentação; falei que levaria Tutu ao Neurologista para que constasse que não me opus ao pedido da escola.

Na semana seguinte fui ao Neuro que ficou estupefato e obviamente disse que Tutu não era Autista e muito menos TDAH; mas possui baixa concentração, causada pela imaturidade, coisa que passa com o tempo e receitou um remédio de baixa dosagem para auxiliar meu filho e a escola parar de "encher o saco" nas palavras dele.



Retornei a escola, pedi uma Reunião Pedagógica com a presença do Diretor, o que infelizmente não ocorreu, e após expor tudo que eu tinha para falar, inclusive que o médico não daria nenhum laudo no início do tratamento, exigi a troca de turma para meu filho, alegando incompatibilidade da Professora com meu filho e agora a falta de confiança da Família com a profissional. A resposta da Pedagoga é que ela passaria esse meu pedido ao Diretor na data oportuna. Saí da escola, fui trabalhar e em casa, liguei novamente para a escola, querendo falar urgentemente com o Diretor. Obviamente ele não sabia de nada que estava acontecendo, concordou imediatamente com as minhas falas, prometeu transferir meu filho para outra classe e sanaria tal situação, tomando as devidas providências cabíveis sobre o ocorrido com as profissionais envolvidas. Em dois dias ele me retornou para avisar qual turma receberia Tutu.

Mais aliviada por Tutu estar em outra sala, sabia que não demoraria para ser chamada para outra reunião; a nova professora iniciou sua fala querendo defender a colega de profissão (percebe-se aí a fama que adquiri, não é?) e assim tomou a primeira resposta materna e pedagógica de minha parte, onde falei que a reunião era sobre o meu filho e se ela tinha algum questionamento ou fala sobre a colega de trabalho, que a fizesse à Direção Escolar, e que por ética não falaria sobre o assunto com pessoa não autorizada. Tanto Pedagoga (calada como sempre) e professora entenderam que, ou entravam no assunto do meu filho ou eu ia embora.

Sobre Tutu, nas demais reuniões que compareci, inclusive a do Plantão Pedagógico, a reclamação continuava a mesma; sua enorme distração, a mania de não ficar por muito tempo sentado, a demora em copiar do quadro ou em terminar tarefas; mas desta vez a professora falou sobre a maturidade e concordamos em algo. Pelo menos elogiou a leitura, alegando que melhorou muito. Mas alertou sobre a falta de sociabilidade: ele diz que não tem amigos e não se esforça em fazê-los, não tem prazer em sentar em duplas e que fica muito nervoso quando contrariado; na hora lembrei da personalidade do pai, e o xinguei mentalmente por ter essa genética danada. Tive até que ler um Termo de Compromisso, onde se marcou os problemas pedagógicos de Tutu e estava escrito que escola pede que a família se comprometa em ter dedicação ao estudo e ao comportamento disciplinar coerente com as normas de educação apropriada à convivência social, juntamente com uma observação a mão, de que a escola fez pedidos desde o início do ano, sobre um Laudo Médico de um Especialista, onde a família ainda não o entregou para a escola. Enfim, assinei tal documento e pedi uma cópia, até para levar ao Neurologista de meu filho, para ver se ele faz um laudo para a escola. Mas também exigi um relatório minucioso sobre o comportamento social e cognitivo de Tutu para apresentar para o médico em questão.

Algo precisava ser feito, pelo meu filho, pelo seu estudo e capacidade de aprendizagem, para meu ser parar de sofrer. La fui eu buscar por mais ajuda especializada para Tutu, fui nas amigas Pedagogas, na Fonoaudióloga, na Pediatra Homeopata, nos Florais, nos esportes, no Neurologista novamente; tudo para que ninguém da escola tenha a petulância de dizer que nada fiz ou não me importei, pq até escutei o célebre ditado: "Em casa de ferreiro, o espeto é de pau." Além disso tudo, como trabalho na área educacional pública, sei que não vou mudar o sistema de ensino e nem meu filho com sua imaturidade do dia para a noite; portanto iniciei 2º turno educacional nas tardes semanais.

Tutu na EMEF fez minha vida virar de cabeça para baixo; sumiu a empreendedora e empresária, ficou somente a mãe 24 horas e a  Pedagoga em 2 turnos. Claro que não lido com isso muito bem; ser Mãe eu até assumi, ser Pedagoga em dois turnos ainda estou digerindo, mas deixar o lado empresarial tem me consumido, num grau altíssimo devo dizer. Me dói ser só Mãe, Pedagoga e Dona de Casa; passei uma grande parte da vida fugindo desses rótulos e aos 40 anos me vejo mergulhada nessas 3 funções até o pescoço.

Praticamente abandonei minha loja, não aceito mais grandes encomendas; faço pequenas coisas, cuja produção seja de no máximo 2 dias e larguei os cursos on-line; a Scrapier atualmente está em Stand By.

As tardes são de apoio maternal pedagógico, ver os deveres do dia, auxiliar nas tarefas de sala não terminadas (são mandadas para casa), ficar perto no dever de casa e fazer os "exercícios da mamãe" sobre leitura; pq embora não exista a obrigatoriedade dela no 1º ano, foi nítida a exigência e obviamente Tutu ficaria aquém da turma sem ela.

Ser Pedagoga foi uma escolha, ser mãe uma decisão muito bem pensada, ser empresária uma realização prazerosa, mas ser dona de casa, sinto muito, nunca quis ser; corro de fogão e limpeza como o Diabo foge da cruz, rs.

E me sinto sobrecarregada. Me sinto frustrada. Me sinto derrotada em alguns momentos e obviamente, como ser crítica e muito pensante, fico procurando onde errei... Me questiono mais como mãe... Pq preciso saber lidar com o filho que tenho. Ele é a cara do pai, o comportamental do pai, a imaturidade do pai, mas tem o temperamento mandão da mãe, rs. Preciso lembrar o tempo todo que embora ele seja um espelho meu em muitos aspectos e em vários momentos, Tutu tem suas próprias particularidades, que vão aparecendo mais com o avançar da idade e precisam ser respeitados; mesmo que doa, mesmo que ele quebre a cara, mesmo que ele precise amadurecer sozinho na luta da vida.

Enquanto isso eu tento me controlar para gritar menos com ele, falar menos vezes a mesma coisa, exigir menos de um comportamento que ele ainda não tem, puxar menos ele para um padrão que, no fim, é inexistente e utópico; preciso deixar ele um pouco solto também. Dar mais beijos, mais abraços, mais carinho, mais calmaria, mais quietude mental, mais brincadeiras, mais amor.

Mas admito que ter um filho é um trabalho árduo, não são só flores, nem tudo é tom pastel. Ter filho é a certeza de mudanças internas diárias, de quebra de paradigmas, fim de projeções e sentir as falhas (pessoais ou não) com mais força do que antes.

É a mania terrível (sim, sou individualista e egoísta) de se deixar em segundo plano em prol do filho; é despir de si mesma para pensar no outro que coloquei no mundo; é se renegar por alguém e no fundo, gostar disso sem admitir.

Sinceramente, é mais fácil gerenciar, empresariar e formar adultos do que ser mãe; mas quando esse menino que gerei e veio ao mundo me enche de abraços apertados, beijinhos estalados e diz que me ama; todas as dificuldades enfrentadas perdem espaço na minha mente e a frase dele acalenta meu coração.

Espero, sinceramente, ser a melhor mãe que me é possível ser...

Tomara que o futuro sorria para mim!