pulo

26 de set de 2017

Escrever...


Sabe um bom costume? Eu tinha!

Adorava escrever; sobre mim, sobre os outros, sobre o onírico, os trabalhos escolares, acadêmicos e afins. Mas o tempo, esse senhor implacável, colocou a colega  dele - as tarefas - em meu caminho; infelizmente, em quantidade exorbitante.

O único bom costume que permaneceu foram os diários; pelo decorrer da vida, eles agora são feitos semanalmente, mas registrar os acontecimentos cotidianos, é uma necessidade.

Essa mania da adolescência, ganhou mais força na vida adulta; a mente perdia informações e recordações com muita rapidez, as gavetas do cérebro estavam lotando com os dados acadêmicos e trabalhistas.

Por vezes, até hoje, pessoas me relatam coisas e situações que juram que estive presente, mas não lembro, rs. Pode ser o cansaço mental, as personalidades e até a caduquice precoce; um deles (ou a soma destes?) é o vilão do processo "lembratório".

Mas o legal de escrever é justamente isso; registrar para lembrar!

Já sentei e reli diários antigos para constatar acontecimentos, relembrar coisas boas, ver que sobrevivi às ruins e o melhor; que as coisas que antes afligiam, que possuíam um peso no estilo "fim do mundo", hoje em dia perderam - ainda bem - seu peso dramático. Perceber a evolução pessoal é ótimo!!!

Escrever também é um descarrego mental; à mão, um meio de desacelerar. Embora escreva no blog, tudo aqui colocado, passou antes por uma folha de caderno, sabiam?

Espero dar continuidade satisfatória a esse espaço, sem passar por muitos problemas com isso; quero no mínimo um post por semana. Tomara que dê certo, pq tenho muitas coisas na cabeça e elas precisam virar caracteres, senão vou pirar, rs.

Mas existe outro projeto também acontecendo no campo da escrita; um que estava parado há quase 10 anos. Eu e alguns amigos voltamos a escrever nosso livro de aventuras fantásticas, um livro escrito a 5 mãos; é um projeto complexo, feito graças à internet, com 5 autores bem diferenciados, cada qual com seu modo peculiar de escrita. O plano é publicar antes de 2020; vamos no foco, força e fé!

A retomada desse projeto me deu m novo gás, principalmente nessa reta final de 2017; estava mesmo precisando de novas metas e desafios interessantes...

22 de set de 2017

O mundo dá voltas...



O mundo realmente dá voltas e, ainda bem, estou viva para ver isso acontecer!!!

Sou uma pessoa muito sociável, mas me resguardo; tenho vários conhecidos, muitos colegas e conto os amigos somente nos dedos das duas mãos. 

Obviamente já quebrei a cara com as pessoas; já fui magoada e magoei também, já fui ferida e feri também, já fui prejudicada e prejudiquei também, já me passaram a perna e já quebrei muitas outras por aí. 

Não tenho vergonha em dizer que não espero a Lei do Retorno; ajudo para que ela se cumpra mais rápido e no meu tempo, pois o divino pode demorar demais, rs. Sou vingativa e quando vejo quem me prejudicou se lascar; fico feliz com isso, admito!

Eu aceito quem sou e quem me tornei, convivo satisfatoriamente com minha luz e escuridão; adoro todos os tons de cinza que permeiam meu ser. E nessa onda de viver, existe uma coisa que quando deixamos acontecer, fluir e seguir; até que faz um bem danado, se chama amadurecimento.

Os 4.0 estão mexendo comigo num grau nunca antes suposto por mim; um tsunami de coisas tem ocorrido e estou levando uns caldos feios desse mar revolto. Por vezes vou para o fundo do mar e fico serena naquela solidão maravilhosa; em outras fico a flor d'água tentando respirar e me manter sã no turbilhão tempestuoso. A úncia certeza que tenho é que vou sobreviver a tudo isso e sair mais forte; eu tenho orgulho da mulher que me tornei pq eu lutei muito para ser ela e estou cada vez mais consciente disso.

Mas o amadurecimento... essa coisa que vive no meio das entranhas e sobe até o cérebro no decorrer das primaveras vividas, vai criando um poder de fala e argumentação tão veloz, que até assusta. 

Nesse mês, especificamente, essa coisa tem tagarelado muito no pé do meu ouvido, ao ponto dela, eu e a vingança, ficarmos amigas-irmãs; uma aplacando os desejos da outra, em prol de uma merecida paz de espírito.

Me surpreendi ao consegui respirar fundo numa determinada situação, ao ponto de fazer uma cara amável para o acontecimento e não me deixar enervar até com o tom de voz da criatura em questão; dei uma chance ao amadurecimento e me saí muito bem. 

Com essa vibe ativada, descobri coisas que me surpreenderam; revi conceitos, me permiti ter uma outra visão sobre o todo e gostei de constatar que aquele castelo mágico, antes vendido como perfeito, possui problemas, obviamente nunca divulgados. Um sorriso de canto de boca surgiu na face da vingança; mas um olhar complacente surgiu em mim.

Constatei imediatamente que não estou acostumada com isso, mas consigo lidar com esse sentimento, o que é um grande avanço; chego a dizer que atingi mais um grau de iluminação por conta disso, rs.

Posso até falar que não guardo mais tanto rancor, mas também não tenho amnésia; não sou abestada para acreditar num mundo de amor cor de rosa.

Cheguei a pensar se o meu suposto senso de justiça, não era apenas uma simples sede de vingança... esse amadurecimento é um bicho realmente profundo, né?

E continuo acreditando que a gente não encontra ninguém nessa vida por acaso. Cada pessoa é um teste, uma lição ou um presente; tem gente que vai embora, tem gente que fica, tem gente q expulsamos e tem gente que aprendemos a conviver... Quem sabe assim diminuo o carma para a próxima vida.

Torço muito para que esse amadurecimento dos 40 anos, me ajude e guie. Que eu possa viver uma plenitude evolutiva, com uma dose generosa de bom senso; para lutar principalmente por aquilo que realmente me importa.

14 de set de 2017

Recomeçar





Eu tenho oficialmente 4 Anos Novos no meu calendário... 4 recomeços... 4 possibilidades de mudanças profundas.

Tenho o Ano Novo Civil em 01/01 que todos comemoram, o Ano Novo Mágico em 02/02 por conta de Iemanjá, o Ano Novo Astrológico em 20/03 que esotéricos conhecem e o Ano Novo Kemético, chamado de Wep-Ronpet, que fica entre os meses de julho e agosto (varia de acordo com o aparecimento de Sírius no céu).

Com os anos, cada uma dessas datas especiais tem se mostrado de um modo peculiar em minha vida; especialmente agora em 2017.

O Ano Novo Civil é a festa com amigos e parentes, auge das férias e das boas energias mentalizadas com simpatias alegres e poderosas; o Ano Novo Mágico é quando faço agradecimentos e novos pedidos a Iemanjá, carregado de muito Axé; O Ano Novo Astrológico é o período de fechamento do Inferno Astral e leituras, estudos e pesquisas de mapa astral e afins planetários; já o Wep-Ronpet é a reconexão com minha Regente e Amados egípcios.

Esse 2017 está se mostrando o ano de reconexão total no campo  espiritual, místico e mágico; sabia que iniciar o ano kemético regida por minha Mãe, seria um páreo duro, um amadurecimento forçado de última hora nos 4.0 e a coisa toda se tornaria uma grande mexida; dito e feito!


Minha Senhora já chegou dando patadas no chão da minha vida vida, levantando a poeira para eu dar a volta por cima, na marra; pq eu sou avessa a mudanças bruscas, fato!


Com isso um inconformismo monstro tem tomado conta de mim, uma inquietude de alma; uma vontade crescente de chutar o balde, jogar tudo para o alto sem me importar com quem vai catar tudo depois, com a certeza única, que não serei eu.


Uma vontade cigana de desencravar as raízes de meus pés e rodar o mundo, sem destino e sem querer levar ninguém comigo.


A necessidade urgente de se fazer um retiro espiritual, me abrir ao desconhecido (que já foi amigo), pois é sabido que o momento chegou.


Aquela vontade de ter quietude mental a fim de organizar as coisas internas em novas gavetas rasas.


Sentir as mudanças corporais que me possibilitam ser ativa novamente, para o corpo guerreiro estar apto para o que virá; querer sair do sedentarismo de anos, para valer; o famoso corpo são, mente sã.


Saber, no âmago do ser, que preciso de novos desafios intelectuais e profissionais, mas não saber patavinas por onde começar.


Querer, sentir, almejar; esses são os sentimentos que permeiam a alma nesse momento. 


É o meio que Ela tem para mudar minha mente, que tem vivido um certo ostracismo, um terrível conformismo e até uma morte lenta de ideias juvenis.


Algumas coisas já consegui realizar no mundo físico (as duras penas); práticas espirituais cotidianas, Ioga (coluna sem dor faz isso) e o início das tentativas inusitadas de meditação (com Tutu perto é uma coisa hercúlea). Tento fazer disso tudo, parte das obrigações diárias, pq se não me obrigo, com todo o peso que a palavra deve ter, não faço; sou a rainha da procrastinação, admito!


Sobre as demais inquietações... estão em processo... Só espero que eu encontre a harmonia necessária entre elas, entre eu e a família, entre eu e minha sombra, entre eu e o mundo externo.



Que Ela promova a estabilidade mental e emocional tão necessária em meu ser; que Skinner me auxilie no autocontrole, pq essa é a palavra chave no momento.


11 de set de 2017

Agora é oficial...


Agora é oficial, eu tenho um filho com laudo.

Após grande pressão da escola, que me obrigou a assinar um Termo de Compromisso; tive que fazer pressão com o Neurologista para conseguir um laudo para Tutu.

O Neuro estava irredutível, queria me explicar que o laudo rotularia meu filho, que a escola não o ajudaria por conta de um laudo; muito pelo contrário, usaria o papel para justificar tudo que meu filho não fizesse no tempo dos demais e a professora poderia lavar as mãos, não se importaria de fato com o desenvolvimento cognitivo do aluno por conta de um CID. Ele até falou: "... como ela espera que um laudo a ajude a compreender seu filho? Ela nessa altura do ano já deveria saber como ele é! Já deveria dar atividades diferenciadas, ela sabe que não terá direito a estagiário, que é o que ela realmente quer!"

Ele estava muito revoltado, eu também.
Ele como Médico já viu esse filme inúmeras vezes, eu como Pedagoga idem.
Ele lia e relia o relatório escolar, achando-o um absurdo; eu como Pedagoga concordava com ele.
Mas eu estava como Mãe naquele consultório, engoli discursos pedagógicos e falei que não adiantava ele/eu reclamar, a escola exigia um laudo, eu tinha que levar um laudo e acreditar que um CID faria a escola se mover a fim de promover melhores condições de aprendizagem ao meu filho.

Ele deu um longo suspiro, afinal de contas era a quarta consulta de meu filho, Tutu não tem nem um ano de atendimento e já ia ganhar um CID; fui clara com ele, disse que concordava com tudo que conversamos nas consultas anteriores, que o CID não teria, para mim, o peso que a escola desejava, portanto; ele poderia dar o CID de qualquer coisa, contanto que eu não parasse no Conselho Tutelar.

O médico sorriu e disse que daria um CID de TDAH e que após seu retorno de um congresso, eu voltasse lá para informar algo sobre a escola; até lá ele pensaria sobre mudar a medicação de Tutu.

Falei que agendaria a nova consulta e torci, junto com ele, por algum posicionamento positivo da escola ate esse retorno.

Saí da sala olhando para um papel com um TDAH escrito bem grande; agora eu tinha em mãos um documento oficial que dizia que meu filho tem um problema, que meu filho é uma criança especial, que tenho um menino "laudado" em casa.

No carro, fiquei em silêncio, a mente em mil pensamentos, muitas indagações, nenhuma resposta.

Em casa fiquei absorta em maquinações mentais, divididas entre áreas pedagógicas, maternais e sociais.

Me segurei, literalmente falando, para não ir na biblioteca pedagógica particular da casa ou no Santo Google buscar sobre o TDAH; jurei para mim mesma não ler sobre o tema no feriadão e muito menos me remoer sobre isso no período. 

Consegui!!!

Agora, no início da nova semana, iniciarão minhas buscas sobre o TDAH, pesquisarei sobre informações mais recentes; além do material já conhecido por mim, vou ao encontro de técnicas novas e/ou novos métodos de abordagem, diferentes dos que já uso na escola ou mesmo com Tutu; pq antes de um CID no papel, a suspeita sobre o TDAH já era um "achismo" pedagógico há muito tempo já trabalhado por mim aqui em casa.

Aguardarei ansiosa pelo posicionamento da escola, agora que possuem o laudo tão exigido; obviamente lutarei com mais afinco sobre as intervenções pedagógicas ditas e necessárias na última reunião pedagógica, agora que sabem o que meu filho tem.

Algo me diz que é o início de uma árdua batalha!