pulo

11 de set de 2017

Agora é oficial...


Agora é oficial, eu tenho um filho com laudo.

Após grande pressão da escola, que me obrigou a assinar um Termo de Compromisso; tive que fazer pressão com o Neurologista para conseguir um laudo para Tutu.

O Neuro estava irredutível, queria me explicar que o laudo rotularia meu filho, que a escola não o ajudaria por conta de um laudo; muito pelo contrário, usaria o papel para justificar tudo que meu filho não fizesse no tempo dos demais e a professora poderia lavar as mãos, não se importaria de fato com o desenvolvimento cognitivo do aluno por conta de um CID. Ele até falou: "... como ela espera que um laudo a ajude a compreender seu filho? Ela nessa altura do ano já deveria saber como ele é! Já deveria dar atividades diferenciadas, ela sabe que não terá direito a estagiário, que é o que ela realmente quer!"

Ele estava muito revoltado, eu também.
Ele como Médico já viu esse filme inúmeras vezes, eu como Pedagoga idem.
Ele lia e relia o relatório escolar, achando-o um absurdo; eu como Pedagoga concordava com ele.
Mas eu estava como Mãe naquele consultório, engoli discursos pedagógicos e falei que não adiantava ele/eu reclamar, a escola exigia um laudo, eu tinha que levar um laudo e acreditar que um CID faria a escola se mover a fim de promover melhores condições de aprendizagem ao meu filho.

Ele deu um longo suspiro, afinal de contas era a quarta consulta de meu filho, Tutu não tem nem um ano de atendimento e já ia ganhar um CID; fui clara com ele, disse que concordava com tudo que conversamos nas consultas anteriores, que o CID não teria, para mim, o peso que a escola desejava, portanto; ele poderia dar o CID de qualquer coisa, contanto que eu não parasse no Conselho Tutelar.

O médico sorriu e disse que daria um CID de TDAH e que após seu retorno de um congresso, eu voltasse lá para informar algo sobre a escola; até lá ele pensaria sobre mudar a medicação de Tutu.

Falei que agendaria a nova consulta e torci, junto com ele, por algum posicionamento positivo da escola ate esse retorno.

Saí da sala olhando para um papel com um TDAH escrito bem grande; agora eu tinha em mãos um documento oficial que dizia que meu filho tem um problema, que meu filho é uma criança especial, que tenho um menino "laudado" em casa.

No carro, fiquei em silêncio, a mente em mil pensamentos, muitas indagações, nenhuma resposta.

Em casa fiquei absorta em maquinações mentais, divididas entre áreas pedagógicas, maternais e sociais.

Me segurei, literalmente falando, para não ir na biblioteca pedagógica particular da casa ou no Santo Google buscar sobre o TDAH; jurei para mim mesma não ler sobre o tema no feriadão e muito menos me remoer sobre isso no período. 

Consegui!!!

Agora, no início da nova semana, iniciarão minhas buscas sobre o TDAH, pesquisarei sobre informações mais recentes; além do material já conhecido por mim, vou ao encontro de técnicas novas e/ou novos métodos de abordagem, diferentes dos que já uso na escola ou mesmo com Tutu; pq antes de um CID no papel, a suspeita sobre o TDAH já era um "achismo" pedagógico há muito tempo já trabalhado por mim aqui em casa.

Aguardarei ansiosa pelo posicionamento da escola, agora que possuem o laudo tão exigido; obviamente lutarei com mais afinco sobre as intervenções pedagógicas ditas e necessárias na última reunião pedagógica, agora que sabem o que meu filho tem.

Algo me diz que é o início de uma árdua batalha! 

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